INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma mulher com 40 anos de idade é atendida em uma Unidade Básica de Saúde da Família. A paciente relata constipação crônica e discreto sangramento ao defecar. Ao exame físico da região anal, identificou-se lesão não dolorosa à palpação, mostrada na imagem a seguir; o toque retal não evidenciou alterações: Nesse caso, qual é a conduta adequada?
Hemorroidas externas assintomáticas/leves → Dieta rica em fibras + hidratação + higiene local.
O manejo inicial da doença hemorroidária foca na regulação do hábito intestinal para reduzir o esforço evacuatório e o trauma local, evitando procedimentos invasivos desnecessários.
A doença hemorroidária é uma das patologias mais comuns na prática médica, frequentemente associada à constipação crônica e ao estilo de vida ocidental. As hemorroidas externas originam-se do plexo hemorroidário inferior, abaixo da linha pectínea, e são cobertas por anoderme ricamente inervada. Na Atenção Primária, o médico deve ser capaz de diagnosticar a lesão por meio da inspeção e toque retal. A conduta baseada em orientações nutricionais e higiênicas resolve a maioria dos sintomas leves e moderados. O encaminhamento para o especialista deve ocorrer em casos de dúvida diagnóstica, falha terapêutica ou complicações como trombose hemorroidária aguda.
O tratamento inicial é clínico e conservador, focado na modificação do estilo de vida. Isso inclui aumento da ingestão de fibras (25-35g/dia), hidratação adequada, evitar o uso de papel higiênico (preferir lavagem) e evitar o esforço evacuatório prolongado.
Sinais de alerta incluem perda ponderal, alteração persistente do hábito intestinal, dor intensa e persistente, lesões ulceradas ou vegetantes e sangramento que não melhora com o tratamento clínico. Nesses casos, a colonoscopia ou biópsia são indicadas.
A cirurgia (hemorroidectomia) é reservada para casos de hemorroidas externas muito volumosas que causam desconforto higiênico, tromboses recorrentes ou quando associadas a hemorroidas internas de graus III e IV que não respondem ao tratamento clínico.
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