Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
A doença hemorrágica do recém-nascido (RN), ou sangramento dependente da deficiência de vitamina K, está associada à insuficiente ativação dos fatores de coagulação dela dependentes. Sobre essa doença, a forma:
Doença hemorrágica clássica do RN = Sangramento em RNs saudáveis, 2-7 dias de vida, por deficiência de Vit K.
A doença hemorrágica do recém-nascido (DHRN) é causada pela deficiência de vitamina K, essencial para a ativação de fatores de coagulação. A forma clássica ocorre em RNs saudáveis, geralmente entre 2 e 7 dias de vida, manifestando-se com sangramentos cutâneos, gastrointestinais ou umbilicais.
A doença hemorrágica do recém-nascido (DHRN) é uma condição grave e potencialmente fatal causada pela deficiência de vitamina K, um cofator essencial para a ativação dos fatores de coagulação II, VII, IX e X, além das proteínas C e S. Os recém-nascidos são particularmente vulneráveis devido à baixa transferência placentária de vitamina K, reservas hepáticas limitadas, imaturidade da flora intestinal (que produz vitamina K) e baixa concentração de vitamina K no leite materno. Existem três formas clínicas principais: precoce, clássica e tardia. A forma precoce ocorre nas primeiras 24 horas de vida, geralmente associada ao uso materno de medicamentos que interferem no metabolismo da vitamina K (como anticonvulsivantes ou tuberculostáticos). A forma clássica, a mais comum, manifesta-se entre 2 e 7 dias de vida em recém-nascidos aparentemente saudáveis, com sangramentos cutâneos, gastrointestinais, umbilicais ou em locais de punção. A forma tardia ocorre após a primeira semana até os 6 meses de idade, principalmente em bebês amamentados exclusivamente ao seio que não receberam profilaxia e pode cursar com hemorragia intracraniana. A profilaxia universal com uma dose única de vitamina K intramuscular ao nascimento é a medida mais eficaz para prevenir todas as formas da DHRN. O tratamento, uma vez estabelecido o diagnóstico, consiste na administração de vitamina K e, em casos de sangramento grave, transfusão de plasma fresco congelado para repor os fatores de coagulação deficientes. A conscientização sobre a importância da profilaxia é fundamental para todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado neonatal.
As três formas são: precoce (nas primeiras 24h, associada a uso materno de drogas que interferem na vitamina K), clássica (entre 2-7 dias de vida, em RNs saudáveis) e tardia (após 1 semana até 6 meses, mais comum em aleitamento materno exclusivo sem profilaxia).
A profilaxia universal com vitamina K ao nascimento é crucial para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido, pois os RNs têm baixas reservas de vitamina K e o leite materno é pobre nessa vitamina.
Fatores de risco incluem aleitamento materno exclusivo sem profilaxia, uso materno de certos medicamentos (anticonvulsivantes, tuberculostáticos, anticoagulantes), prematuridade e doenças que afetam a absorção de gordura no RN.
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