SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
G5 P2 A2, 26ª semana de gestação, gestante, Rh negativo, sensibilizada com título de anticorpos irregulares de 1/512. Ao exame ultrassonográfico, evidencia-se hidropsia fetal. Qual a conduta mais adequada?
Hidropsia fetal em gestante Rh- sensibilizada → Cordocentese para Hb fetal e transfusão intrauterina.
A hidropsia fetal em gestante Rh negativo sensibilizada indica anemia fetal grave, necessitando de intervenção imediata. A cordocentese é diagnóstica e terapêutica, permitindo avaliar a hemoglobina fetal e realizar transfusão intrauterina para corrigir a anemia.
A Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) por isoimunização Rh é uma condição grave que ocorre quando uma gestante Rh negativo sensibilizada produz anticorpos contra o sangue fetal Rh positivo. A hidropsia fetal é a manifestação mais severa da anemia fetal, indicando um prognóstico reservado se não tratada. É crucial o acompanhamento pré-natal rigoroso para identificar gestantes em risco. A fisiopatologia envolve a passagem de anticorpos maternos anti-Rh através da placenta, destruindo os eritrócitos fetais e causando anemia. O diagnóstico precoce é feito pela pesquisa de anticorpos irregulares (Coombs indireto) na mãe e pelo monitoramento fetal com ultrassonografia, incluindo a avaliação do pico de velocidade sistólica da artéria cerebral média (PSV-ACM) para rastrear anemia. A hidropsia fetal é um sinal tardio e grave. A conduta em casos de hidropsia fetal por isoimunização Rh é a cordocentese para confirmação da anemia fetal e, se necessário, transfusão intrauterina. Este procedimento visa corrigir a anemia e reverter a hidropsia, melhorando o prognóstico fetal. O momento do parto e a via de parto são individualizados, considerando a idade gestacional e a resposta à transfusão.
A hidropsia fetal é caracterizada por acúmulo anormal de líquido em pelo menos dois compartimentos fetais, como ascite, derrame pleural, derrame pericárdico e edema de pele (anasarca).
A cordocentese permite a coleta de sangue fetal para determinar o grau de anemia (Hb fetal) e, se necessário, realizar uma transfusão sanguínea intrauterina, tratando a causa da hidropsia.
A transfusão intrauterina é indicada quando há evidência de anemia fetal grave, como hidropsia ou valores críticos de pico de velocidade sistólica da artéria cerebral média (PSV-ACM), ou após cordocentese que confirme anemia.
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