HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Avalie as assertivas, assinale com “C” as corretas, com “E” as erradas e escolha a alternativa com a sequência correta a respeito de aloimunizações:[ ] A incompatibilidade ABO e Rh são responsáveis pela maioria dos casos de anemia hemolítica neonatal.[ ] Na ocorrência de uma segunda exposição aos antígenos eritrocitários fetais é desencadeada uma produção rápida e maciça de IgM que se ligam aos eritrócitos fetais os quais serão destruídos no sistema retículo endotelial do feto ou do recém-nascido.[ ] A incompatibilidade ABO é habitualmente mais grave que a aloimunização Rh.
Aloimunização Rh é mais grave; ABO é mais comum e geralmente mais leve; IgG atravessa placenta na segunda exposição.
A doença hemolítica do recém-nascido (DHRN) por incompatibilidade ABO é a causa mais comum de icterícia imunológica e anemia hemolítica neonatal, mas geralmente é mais leve. A DHRN por Rh é menos comum, mas tipicamente mais grave, e a segunda exposição aos antígenos Rh desencadeia uma resposta imune secundária com produção de IgG, que atravessa a placenta.
A aloimunização materno-fetal é uma condição em que a mãe produz anticorpos contra antígenos eritrocitários fetais, levando à destruição dos glóbulos vermelhos do feto ou recém-nascido, resultando na Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN). As incompatibilidades ABO e Rh são as causas mais frequentes de DHRN, sendo a ABO a mais comum e a Rh a mais grave. A compreensão dessas diferenças é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a passagem de eritrócitos fetais para a circulação materna, estimulando a produção de anticorpos. Na primeira exposição, a resposta é primariamente IgM, que não atravessa a placenta. Contudo, em exposições subsequentes, ocorre uma resposta secundária com produção de IgG, que atravessa a barreira placentária e causa hemólise fetal. A incompatibilidade Rh é particularmente preocupante devido à alta imunogenicidade do antígeno D e à capacidade dos anticorpos IgG anti-D de causar doença grave. O diagnóstico e manejo da DHRN incluem triagem pré-natal, monitoramento fetal, e, em casos graves, transfusões intrauterinas ou tratamento intensivo neonatal. A prevenção da aloimunização Rh com imunoglobulina anti-D é um pilar fundamental da assistência pré-natal. O prognóstico varia de icterícia leve a hidropsia fetal e óbito, dependendo da gravidade da hemólise.
As principais causas são a aloimunização por incompatibilidade ABO e Rh, sendo a ABO a mais comum e a Rh a mais grave, especialmente em termos de morbidade fetal.
Na primeira exposição, há produção primária de IgM, que não atravessa a placenta. Na segunda, ocorre uma resposta imune secundária com produção rápida e maciça de IgG, que atravessa a barreira placentária.
A aloimunização Rh tipicamente envolve anticorpos IgG que causam hemólise fetal mais intensa. A incompatibilidade ABO geralmente resulta em hemólise mais leve devido à menor expressão de antígenos A e B nos eritrócitos fetais e à presença de anticorpos naturais anti-A e anti-B na mãe.
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