Profilaxia da DHPN: Imunoglobulina Anti-D em Gestantes

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Em relação a doença hemolítica perinatal, em gestantes Rh-negativo não sensibilizadas, com grupo sanguíneo fetal desconhecido ou Rh positivo, administra-se IgG anti-D com quantas semanas de gestação?

Alternativas

  1. A) 32 semanas.
  2. B) 30 semanas.
  3. C) 24 semanas.
  4. D) 28 semanas.
  5. E) 26 semanas.

Pérola Clínica

Gestante Rh-negativo não sensibilizada → IgG anti-D profilática com 28 semanas.

Resumo-Chave

A profilaxia com imunoglobulina anti-D é crucial para gestantes Rh-negativo não sensibilizadas, prevenindo a formação de anticorpos maternos contra eritrócitos fetais Rh-positivo, que poderiam causar doença hemolítica perinatal em gestações futuras.

Contexto Educacional

A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), anteriormente conhecida como eritroblastose fetal, é uma condição grave causada pela incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, mais comumente devido ao sistema Rh. Ocorre quando uma mãe Rh-negativo é sensibilizada por eritrócitos Rh-positivo de um feto, produzindo anticorpos que, em gestações subsequentes, podem atravessar a placenta e destruir os glóbulos vermelhos do feto, levando a anemia, hidropsia fetal e até óbito. A prevenção da sensibilização Rh é um pilar fundamental do pré-natal. Para gestantes Rh-negativo não sensibilizadas, com parceiro Rh-positivo ou status fetal desconhecido, a profilaxia com imunoglobulina anti-D é essencial. Esta imunoglobulina age destruindo os eritrócitos fetais Rh-positivo que possam ter entrado na circulação materna, impedindo que o sistema imune materno seja ativado e produza anticorpos anti-D duradouros. A administração de rotina da imunoglobulina anti-D é recomendada por volta da 28ª semana de gestação. Além disso, doses adicionais são indicadas após eventos potencialmente sensibilizantes (como aborto, gravidez ectópica, sangramento vaginal, amniocentese, versão cefálica externa) e, crucialmente, dentro de 72 horas após o parto de um bebê Rh-positivo. O rastreamento do tipo sanguíneo e Coombs indireto materno são indispensáveis no pré-natal para identificar gestantes em risco e garantir a profilaxia adequada, prevenindo as consequências devastadoras da DHPN.

Perguntas Frequentes

Quando a imunoglobulina anti-D é administrada em gestantes Rh-negativo?

A imunoglobulina anti-D é administrada profilaticamente em gestantes Rh-negativo não sensibilizadas por volta da 28ª semana de gestação e novamente dentro de 72 horas após o parto de um bebê Rh-positivo, ou após eventos sensibilizantes como aborto, sangramento vaginal ou amniocentese.

Qual o objetivo da profilaxia com imunoglobulina anti-D?

O objetivo é prevenir a sensibilização da mãe Rh-negativo a antígenos Rh-positivo do feto. A imunoglobulina anti-D destrói os eritrócitos fetais Rh-positivo que podem ter entrado na circulação materna antes que o sistema imune da mãe possa produzir seus próprios anticorpos.

O que acontece se uma gestante Rh-negativo não for profilatizada?

Se uma gestante Rh-negativo for sensibilizada e desenvolver anticorpos anti-D, em gestações subsequentes com fetos Rh-positivo, esses anticorpos podem atravessar a placenta e atacar os glóbulos vermelhos do feto, causando doença hemolítica perinatal (DHPN), que pode variar de anemia leve a hidropsia fetal e morte.

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