IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa correta quanto à doença hemolítica perinatal (DHPN).
PVS da ACM por dopplerfluxometria é o método não invasivo de escolha para diagnosticar e monitorar anemia fetal na DHPN.
Na Doença Hemolítica Perinatal, a avaliação da anemia fetal é crucial. A dopplerfluxometria da artéria cerebral média (ACM), medindo o Pico de Velocidade Sistólica (PVS), é o método não invasivo mais preciso para estimar a gravidade da anemia, evitando procedimentos invasivos como a amniocentese.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), anteriormente conhecida como eritroblastose fetal, é uma condição grave causada pela aloimunização materna, onde anticorpos maternos atravessam a placenta e destroem os eritrócitos fetais, levando à anemia fetal. A causa mais comum é a incompatibilidade RhD, mas outras incompatibilidades de grupos sanguíneos menores também podem causar DHPN. O diagnóstico e o manejo precisos são cruciais para prevenir complicações como hidropsia fetal e óbito. O acompanhamento de gestantes aloimunizadas é complexo. O teste de Coombs Indireto positivo com titulações crescentes indica a presença de anticorpos maternos. No entanto, a titulação não é um bom preditor da gravidade da anemia fetal. A amniocentese para análise espectrofotométrica do líquido amniótico (curva de Liley) foi historicamente utilizada, mas é um procedimento invasivo com riscos. Atualmente, a medida do Pico de Velocidade Sistólica (PVS) da artéria cerebral média (ACM) por dopplerfluxometria é o método não invasivo de escolha para o diagnóstico e acompanhamento da anemia fetal. A anemia fetal causa diminuição da viscosidade sanguínea e aumento do débito cardíaco, resultando em aumento do PVS da ACM. A profilaxia da aloimunização RhD é feita com imunoglobulina anti-D em gestantes Rh negativas não sensibilizadas (Coombs Indireto negativo), em situações de risco de exposição ao sangue fetal Rh positivo. As alternativas incorretas incluem a amniocentese como primeira linha (A), a condição para anti-D com Coombs Indireto positivo (B, o correto é negativo), e a interpretação errônea do ducto venoso ou débito cardíaco fetal (D e E). O ducto venoso é mais usado para avaliar insuficiência cardíaca fetal em hidropsia, e fetos anêmicos apresentam aumento do débito cardíaco e estado hiperdinâmico.
A dopplerfluxometria da artéria cerebral média (ACM) avalia o pico de velocidade sistólica (PVS), que se eleva na anemia fetal devido à diminuição da viscosidade sanguínea e aumento do débito cardíaco, sendo um indicador confiável de anemia.
A imunoglobulina anti-D é administrada em gestantes Rh negativas não sensibilizadas (Coombs Indireto negativo) que tiveram exposição a sangue Rh positivo, como no parto, aborto, sangramento vaginal ou procedimentos invasivos.
A amniocentese é um procedimento invasivo com riscos de sangramento, infecção, ruptura de membranas e, paradoxalmente, pode aumentar o risco de aloimunização materna, por isso é reservada para casos específicos.
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