HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
A análise de líquido amniótico para diagnóstico de comprometimento fetal por anticorpos anti-Rh leva em consideração a dosagem de:
Comprometimento fetal por anti-Rh → dosagem de bilirrubina no líquido amniótico (delta OD 450 nm).
A dosagem de bilirrubina no líquido amniótico, especificamente o delta OD 450 nm (densidade óptica em 450 nanômetros), é o método padrão para avaliar a gravidade da hemólise fetal na doença hemolítica perinatal por isoimunização Rh, indicando o grau de destruição das hemácias fetais.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), ou eritroblastose fetal, é uma condição grave causada pela isoimunização materna, mais comumente por anticorpos anti-Rh. Ocorre quando a mãe Rh-negativa é sensibilizada por hemácias Rh-positivas do feto, produzindo anticorpos que atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais, levando à anemia, hidropsia fetal e, em casos graves, óbito. A prevenção com imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) é crucial. A fisiopatologia envolve a hemólise das hemácias fetais pelos anticorpos maternos, resultando em anemia e aumento da produção de bilirrubina. No feto, a bilirrubina não conjugada é eliminada pela placenta, mas em casos de hemólise intensa, o excesso se acumula no líquido amniótico. A análise do líquido amniótico para dosagem de bilirrubina (delta OD 450 nm por espectrofotometria) é um método tradicional para avaliar a gravidade da doença, correlacionando-se com o grau de anemia fetal e o risco de hidropsia. O diagnóstico e monitoramento da DHPN evoluíram. Embora a amniocentese com dosagem de bilirrubina ainda seja válida, a ultrassonografia Doppler da artéria cerebral média (PSV-ACM) é hoje o método de escolha não invasivo para rastrear anemia fetal. O tratamento pode incluir transfusões intrauterinas para corrigir a anemia fetal e, em casos graves, parto prematuro. O prognóstico depende da gravidade da doença e da prontidão do tratamento.
A dosagem de bilirrubina no líquido amniótico, especificamente o delta OD 450 nm, é utilizada para quantificar a hemólise fetal. A bilirrubina é um produto da degradação da hemoglobina fetal, e seu aumento no líquido amniótico reflete a intensidade da destruição das hemácias fetais.
A espectrofotometria mede a densidade óptica do líquido amniótico em diferentes comprimentos de onda. O pico de absorção em 450 nm (delta OD 450 nm) é diretamente proporcional à concentração de bilirrubina, permitindo classificar o risco de anemia fetal em zonas de Liley (ou gráficos modificados) e guiar a conduta, como transfusão intrauterina.
Atualmente, a principal alternativa não invasiva é a ultrassonografia Doppler da artéria cerebral média (ACM). O aumento da velocidade sistólica máxima (PSV-ACM) indica anemia fetal, sendo um método seguro e eficaz para monitorar o risco e reduzir a necessidade de amniocentese.
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