DHPN: O Papel da IgG na Doença Hemolítica Perinatal

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

A doença hemolítica perinatal (DHPN) é caracterizada pela ação de anticorpos maternos contra antígenos de grupo sanguíneo, de origem paterna, presentes nas células fetais ou do recém-nascido (RN). Apenas anticorpos da classe:

Alternativas

  1. A) lgA são capazes de atravessar a placenta.
  2. B) lgD são capazes de atravessar a placenta.
  3. C) lgE são capazes de atravessar a placenta.
  4. D) lgG são capazes de atravessar a placenta.

Pérola Clínica

DHPN: Apenas anticorpos maternos da classe IgG atravessam a placenta e causam hemólise fetal.

Resumo-Chave

A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN) ocorre quando anticorpos maternos atacam os glóbulos vermelhos fetais. Crucialmente, apenas os anticorpos da classe IgG são pequenos o suficiente para atravessar a barreira placentária, sendo os responsáveis por essa condição, como na isoimunização Rh.

Contexto Educacional

A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), anteriormente conhecida como eritroblastose fetal, é uma condição grave que ocorre quando há incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto. Essa incompatibilidade leva à produção de anticorpos maternos contra antígenos presentes nas hemácias fetais, resultando na destruição dessas células e consequente anemia fetal. A compreensão dos mecanismos imunológicos envolvidos é fundamental para o diagnóstico, prevenção e tratamento dessa patologia. O ponto-chave na patogênese da DHPN é a capacidade de certos anticorpos maternos de atravessar a barreira placentária. Dentre as classes de imunoglobulinas, apenas a IgG possui a estrutura molecular que permite essa passagem transplacentária. Uma vez no compartimento fetal, esses anticorpos IgG se ligam aos antígenos nas hemácias do feto (geralmente o antígeno D do sistema Rh, mas também podem ser outros antígenos de grupos sanguíneos menores), marcando-as para destruição pelo sistema reticuloendotelial fetal, principalmente no baço. A prevenção da DHPN, especialmente a causada pela isoimunização Rh, é um dos grandes avanços da obstetrícia moderna. A administração de imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) em gestantes Rh negativas em momentos específicos (como na 28ª semana de gestação e após o parto de um bebê Rh positivo) impede a sensibilização materna. Para residentes, o domínio desse tema é essencial para a prática clínica, garantindo a segurança materno-fetal e a redução da morbimortalidade associada à DHPN.

Perguntas Frequentes

Qual classe de anticorpos maternos é responsável pela Doença Hemolítica Perinatal (DHPN)?

Apenas os anticorpos da classe IgG são capazes de atravessar a placenta e, portanto, são os responsáveis pela Doença Hemolítica Perinatal (DHPN). Outras classes de imunoglobulinas, como IgA, IgD e IgE, não possuem essa capacidade de passagem transplacentária.

Como os anticorpos IgG maternos causam a DHPN?

Na DHPN, a mãe produz anticorpos IgG contra antígenos de grupo sanguíneo (mais comumente o fator Rh) presentes nas hemácias do feto, herdados do pai. Esses anticorpos IgG atravessam a placenta, ligam-se aos glóbulos vermelhos fetais e causam sua destruição (hemólise), levando a anemia fetal e outras complicações.

Qual a importância da profilaxia com imunoglobulina anti-Rh na prevenção da DHPN?

A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) é crucial para prevenir a DHPN em gestantes Rh negativas. Ela atua neutralizando os glóbulos vermelhos fetais Rh positivos que possam ter entrado na circulação materna, impedindo que a mãe produza seus próprios anticorpos IgG anti-Rh.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo