CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
Sobre a doença hemolítica perinatal assinale a alternativa CORRETA:
DHP → incompatibilidade ABO, Rh E outros anticorpos irregulares (ex: Kell, Duffy).
A Doença Hemolítica Perinatal (DHP) não se restringe apenas às incompatibilidades ABO e Rh. Outros anticorpos irregulares, formados pela mãe contra antígenos eritrocitários fetais, também podem causar a doença, sendo crucial a triagem pré-natal para identificá-los.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHP), também conhecida como eritroblastose fetal, é uma condição grave que ocorre quando anticorpos maternos atravessam a placenta e destroem os glóbulos vermelhos do feto. Sua importância clínica reside na potencial morbimortalidade fetal e neonatal, exigindo vigilância e intervenção adequadas. A fisiopatologia envolve a aloimunização materna, geralmente após exposição a antígenos eritrocitários fetais (ex: transfusão, gestação anterior). O diagnóstico pré-natal é feito pela triagem de anticorpos irregulares (PAI) e, se positivo, pela identificação e titulação do anticorpo, além do monitoramento fetal por ultrassonografia Doppler da artéria cerebral média para avaliar anemia. O tratamento pode incluir transfusões intrauterinas para anemia fetal grave e indução do parto em casos selecionados. A prevenção da aloimunização Rh com imunoglobulina anti-D é um pilar fundamental, mas a questão destaca a importância de considerar também as incompatibilidades ABO e outros anticorpos irregulares para uma abordagem completa.
A DHP é causada pela passagem de anticorpos maternos (geralmente IgG) através da placenta, que reagem contra antígenos eritrocitários fetais. As causas mais comuns são incompatibilidades ABO e Rh, mas outros anticorpos irregulares também podem estar envolvidos.
O diagnóstico de aloimunização materna é feito através da pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) no soro materno. Se positivo, é realizada a identificação e titulação do anticorpo para avaliar o risco fetal.
As consequências variam de anemia leve a grave, icterícia neonatal, hidropsia fetal e, em casos extremos, óbito fetal. A gravidade depende do tipo e título do anticorpo e da resposta fetal.
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