UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
A doença Hemolítica Perinatal (DHPN) é provocada por alo ou isoimunização a vários antígenos eritrocitários fetais. É CORRETO afirmar que:
DHPN: Anemia fetal grave pode causar hidropsia e alterações placentárias detectáveis por USG, como espessamento e, em casos crônicos, calcificações.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN) é causada por anticorpos maternos que destroem hemácias fetais. A anemia fetal resultante pode ser monitorada por ultrassonografia, que detecta sinais como aumento da velocidade sistólica de pico da artéria cerebral média e, em casos mais graves e crônicos, alterações placentárias como espessamento e, por vezes, calcificações, indicando sofrimento fetal.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN) é uma condição grave causada pela aloimunização materna a antígenos eritrocitários fetais, sendo o sistema RhD o mais comum. A sensibilização materna ocorre geralmente em gestações anteriores ou transfusões incompatíveis, levando à produção de anticorpos IgG que atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais, resultando em anemia de gravidade variável. O diagnóstico e monitoramento da DHPN são cruciais. A ultrassonografia desempenha um papel fundamental na avaliação da anemia fetal, com a medida da velocidade sistólica de pico da artéria cerebral média (MCA-PSV) sendo o método não invasivo mais preciso para detectar anemia moderada a grave. Sinais como hidropsia fetal, cardiomegalia e hepatosplenomegalia indicam anemia grave. Alterações placentárias, como espessamento e, em casos crônicos e severos, calcificações, podem ser achados associados a sofrimento fetal e insuficiência placentária. O manejo da DHPN depende da idade gestacional e da gravidade da anemia. Antes da maturidade fetal, a transfusão intrauterina por cordocentese pode ser indicada. Após 34-35 semanas, o parto é geralmente preferível. A prevenção da aloimunização Rh é feita com a administração de imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) em mães Rh negativas não sensibilizadas, em momentos chave da gestação e pós-parto.
A DHPN ocorre quando a mãe é sensibilizada a antígenos eritrocitários fetais (mais comumente RhD), produzindo anticorpos IgG que atravessam a placenta e destroem as hemácias do feto, causando anemia. A sensibilização geralmente ocorre em gestações anteriores ou transfusões incompatíveis.
Os principais sinais incluem aumento da velocidade sistólica de pico na artéria cerebral média (MCA-PSV), hidropsia fetal (edema generalizado), cardiomegalia, hepatosplenomegalia e espessamento placentário. As calcificações placentárias podem ser um achado associado em casos crônicos de sofrimento fetal.
A transfusão intrauterina é indicada para fetos com anemia grave antes da maturidade pulmonar (geralmente antes de 34-35 semanas de gestação), quando os riscos da anemia superam os riscos do procedimento e do parto prematuro. Após essa idade, o parto é geralmente preferível.
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