Doença Hemolítica Perinatal: Diagnóstico e Sinais na USG

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020

Enunciado

A doença Hemolítica Perinatal (DHPN) é provocada por alo ou isoimunização a vários antígenos eritrocitários fetais. É CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) As hemácias fetais atingem a circulação da gestante, apenas, no momento do parto.
  2. B) A igm anti-rh materna atravessa a barreira placentária e destrói as hemácias fetais, criando a dhpn.
  3. C) No feto anêmico com mais de 34 semanas de gestação, devemos indicar a transfusão intrauterina por cordocentese.
  4. D) Coombs direto positivo 24 horas, após uso de imunoglobulina anti-rh, indica que houve sensibilização por ocasião do parto.
  5. E) A anemia fetal pode ser observada pela ultrassonografia ao detectarmos uma placenta com calcificações.

Pérola Clínica

DHPN: Anemia fetal grave pode causar hidropsia e alterações placentárias detectáveis por USG, como espessamento e, em casos crônicos, calcificações.

Resumo-Chave

A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN) é causada por anticorpos maternos que destroem hemácias fetais. A anemia fetal resultante pode ser monitorada por ultrassonografia, que detecta sinais como aumento da velocidade sistólica de pico da artéria cerebral média e, em casos mais graves e crônicos, alterações placentárias como espessamento e, por vezes, calcificações, indicando sofrimento fetal.

Contexto Educacional

A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN) é uma condição grave causada pela aloimunização materna a antígenos eritrocitários fetais, sendo o sistema RhD o mais comum. A sensibilização materna ocorre geralmente em gestações anteriores ou transfusões incompatíveis, levando à produção de anticorpos IgG que atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais, resultando em anemia de gravidade variável. O diagnóstico e monitoramento da DHPN são cruciais. A ultrassonografia desempenha um papel fundamental na avaliação da anemia fetal, com a medida da velocidade sistólica de pico da artéria cerebral média (MCA-PSV) sendo o método não invasivo mais preciso para detectar anemia moderada a grave. Sinais como hidropsia fetal, cardiomegalia e hepatosplenomegalia indicam anemia grave. Alterações placentárias, como espessamento e, em casos crônicos e severos, calcificações, podem ser achados associados a sofrimento fetal e insuficiência placentária. O manejo da DHPN depende da idade gestacional e da gravidade da anemia. Antes da maturidade fetal, a transfusão intrauterina por cordocentese pode ser indicada. Após 34-35 semanas, o parto é geralmente preferível. A prevenção da aloimunização Rh é feita com a administração de imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) em mães Rh negativas não sensibilizadas, em momentos chave da gestação e pós-parto.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais mecanismos da Doença Hemolítica Perinatal (DHPN)?

A DHPN ocorre quando a mãe é sensibilizada a antígenos eritrocitários fetais (mais comumente RhD), produzindo anticorpos IgG que atravessam a placenta e destroem as hemácias do feto, causando anemia. A sensibilização geralmente ocorre em gestações anteriores ou transfusões incompatíveis.

Quais são os sinais ultrassonográficos de anemia fetal grave?

Os principais sinais incluem aumento da velocidade sistólica de pico na artéria cerebral média (MCA-PSV), hidropsia fetal (edema generalizado), cardiomegalia, hepatosplenomegalia e espessamento placentário. As calcificações placentárias podem ser um achado associado em casos crônicos de sofrimento fetal.

Quando a transfusão intrauterina é indicada na DHPN?

A transfusão intrauterina é indicada para fetos com anemia grave antes da maturidade pulmonar (geralmente antes de 34-35 semanas de gestação), quando os riscos da anemia superam os riscos do procedimento e do parto prematuro. Após essa idade, o parto é geralmente preferível.

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