UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
A Doença Hemolítica perinatal apresenta elevados índices de morbidade e mortalidade fetal e perinatal. Dentre os achados abaixo, qual NÃO se associa com essa patologia:
Doença Hemolítica Perinatal → hidropsia fetal (ascite, placentomegalia, ICC, prematuridade). Síndrome de Regressão Caudal NÃO se associa.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHP) é causada pela destruição de eritrócitos fetais por anticorpos maternos, levando à anemia fetal e, em casos graves, à hidropsia fetal. A hidropsia fetal se manifesta com ascite, placentomegalia e insuficiência cardíaca fetal, frequentemente resultando em prematuridade. A Síndrome de Regressão Caudal é uma malformação congênita associada a diabetes materno, não à DHP.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHP), historicamente conhecida como eritroblastose fetal, é uma condição grave causada pela destruição de eritrócitos fetais por anticorpos maternos, geralmente devido à isoimunização Rh. Esta patologia pode levar a um espectro de manifestações clínicas, desde anemia fetal leve até hidropsia fetal grave, que é uma condição de acúmulo anormal de líquido em dois ou mais compartimentos fetais, como ascite, derrame pleural e pericárdico, e edema subcutâneo. Os achados associados à DHP e à hidropsia fetal incluem prematuridade, ascite fetal, placentomegalia (aumento do tamanho da placenta) e insuficiência cardíaca fetal, que resulta do esforço compensatório do coração fetal para lidar com a anemia severa. A Síndrome de Regressão Caudal, por outro lado, é uma malformação congênita rara que afeta o desenvolvimento da porção caudal da coluna vertebral e dos membros inferiores, e sua etiologia está fortemente associada ao diabetes mellitus materno não controlado, não tendo relação direta com a DHP. Para residentes, é fundamental diferenciar as causas de hidropsia fetal e reconhecer os sinais e sintomas da DHP para um manejo adequado, que pode incluir transfusões intrauterinas. A Síndrome de Regressão Caudal serve como um importante lembrete das complicações do diabetes gestacional e da necessidade de controle glicêmico rigoroso. O conhecimento dessas distinções é crucial para o diagnóstico preciso e a intervenção terapêutica correta, impactando diretamente a morbimortalidade fetal e neonatal.
A hidropsia fetal, complicação grave da DHP, manifesta-se com ascite fetal, edema generalizado, derrame pleural/pericárdico, placentomegalia e insuficiência cardíaca fetal.
A Síndrome de Regressão Caudal é uma malformação congênita rara, caracterizada por anomalias do sacro, coluna lombar e membros inferiores, classicamente associada ao diabetes mellitus materno mal controlado.
A anemia fetal severa na DHP aumenta o débito cardíaco para compensar a baixa oxigenação tecidual. Esse esforço prolongado e a hipóxia miocárdica podem levar à insuficiência cardíaca de alto débito.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo