Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), anteriormente chamada de Eritroblastose Fetal, caracteriza-se como afecção generalizada, acompanhada de destruição das hemácias, anemia e presença de suas formas jovens ou imaturas na circulação periférica fetal (eritroblastos). Em relação a doença hemolítica perinatal, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A sensibilidade por anticorpos atípicos é rara e geralmente relacionada a transfusão prévia. ( ) A complicação mais grave da isoimunização Rh é a hidropisia fetal. ( ) A resposta imune a exposição ao antígeno D costuma ser rápida, sendo detectável antes de 5 semanas ( ) A incompatibilidade ABO mais comum é: mãe com GS O e RN A ou B ( ) A cordocentese é o método propedêutico mais indicado para acompanhamento inicial da doença hemolítica perinatal Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
DHPN: Hidropisia fetal é complicação mais grave da isoimunização Rh; Doppler ACM é método inicial para anemia fetal.
A Doença Hemolítica Perinatal é uma condição grave que pode levar à anemia fetal e hidropisia. Enquanto a isoimunização Rh é a causa mais severa, a incompatibilidade ABO é mais comum. O acompanhamento inicial da anemia fetal é feito por Doppler da artéria cerebral média, reservando a cordocentese para casos específicos de diagnóstico ou terapia.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), ou Eritroblastose Fetal, é uma afecção grave que resulta da destruição de hemácias fetais por anticorpos maternos. A isoimunização Rh é a causa mais conhecida e potencialmente grave, mas a incompatibilidade ABO é a mais comum, embora geralmente mais branda. A compreensão da fisiopatologia e do manejo da DHPN é crucial para obstetras e pediatras, pois o diagnóstico e a intervenção precoces podem salvar vidas fetais. A isoimunização Rh ocorre quando uma mãe Rh-negativa é exposta a hemácias Rh-positivas (geralmente em gestação anterior ou transfusão), produzindo anticorpos que podem atravessar a placenta e atacar as hemácias do feto Rh-positivo. A complicação mais temida é a hidropisia fetal. O rastreamento de anticorpos atípicos é feito no pré-natal, e a profilaxia com imunoglobulina anti-D é essencial para prevenir a sensibilização Rh. A resposta imune primária à exposição ao antígeno D não é rápida, levando semanas a meses para ser detectável. O acompanhamento da anemia fetal é primariamente realizado de forma não invasiva através do Doppler da artéria cerebral média (ACM), que avalia o risco de anemia. A cordocentese, um procedimento invasivo, é reservada para casos em que há necessidade de confirmação diagnóstica da anemia fetal, determinação do tipo sanguíneo fetal ou para a realização de transfusões intrauterinas. O manejo adequado da DHPN envolve uma combinação de vigilância pré-natal, intervenções intrauterinas e cuidados neonatais especializados.
A complicação mais grave da isoimunização Rh é a hidropisia fetal, uma condição de edema generalizado no feto devido à anemia severa e insuficiência cardíaca, que pode levar à morte fetal se não tratada.
O método de escolha para o acompanhamento inicial da anemia fetal na DHPN é o Doppler da artéria cerebral média (ACM). Ele é um exame não invasivo que avalia a velocidade do fluxo sanguíneo, que aumenta na presença de anemia fetal, indicando a necessidade de intervenção.
A incompatibilidade sanguínea mais comum na Doença Hemolítica Perinatal é a incompatibilidade ABO, que ocorre tipicamente quando a mãe tem tipo sanguíneo O e o recém-nascido tem tipo A ou B. Geralmente, é menos grave que a isoimunização Rh.
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