UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar que, para o acompanhamento da doença hemolítica perinatal, a avaliação Dopplerfluxométrica da artéria cerebral média pode ser iniciada entre as semanas de gestação:
DHP: Dopplerfluxometria da ACM para anemia fetal inicia entre 16-18 semanas de gestação.
A avaliação Dopplerfluxométrica da artéria cerebral média (ACM) é crucial para o acompanhamento da doença hemolítica perinatal (DHP), pois o aumento do pico de velocidade sistólica (PVS) na ACM é um indicador precoce e não invasivo de anemia fetal, permitindo intervenções oportunas.
A doença hemolítica perinatal (DHP), frequentemente causada por aloimunização Rh, é uma condição grave que pode levar à anemia fetal, hidropsia e óbito intrauterino. O acompanhamento gestacional é fundamental para identificar e tratar a anemia fetal precocemente. A Dopplerfluxometria da artéria cerebral média (ACM) tornou-se o método de escolha para o rastreamento não invasivo da anemia fetal. O aumento do pico de velocidade sistólica (PVS) na ACM reflete a diminuição da viscosidade sanguínea e o aumento do débito cardíaco fetal em resposta à anemia. Este método é mais seguro que a amniocentese ou cordocentese para diagnóstico de anemia. A avaliação da ACM deve ser iniciada entre 16 e 18 semanas de gestação em casos de aloimunização, e repetida em intervalos regulares (semanalmente ou quinzenalmente, dependendo do risco) até o parto. Valores de PVS-ACM acima de 1,5 MoM (múltiplos da mediana) são indicativos de anemia fetal moderada a grave e podem justificar a realização de cordocentese para confirmação e eventual transfusão intrauterina.
A Dopplerfluxometria da ACM é utilizada para detectar anemia fetal, pois a anemia leva a um aumento do fluxo sanguíneo cerebral para compensar a hipóxia, resultando em um aumento do pico de velocidade sistólica (PVS) na ACM.
Um PVS elevado na ACM indica anemia fetal, o que pode requerer intervenção como transfusão intrauterina para prevenir hidropsia fetal e outras complicações graves, como insuficiência cardíaca fetal.
A causa mais comum é a aloimunização Rh, mas outras aloimunizações por antígenos de grupos sanguíneos menores (como Kell, Duffy, Kidd) também podem causar DHP, exigindo rastreamento e acompanhamento.
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