ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
Em relação à doença hemolítica perinatal, analisar os itens abaixo: I. Entende-se por doença hemolítica perinatal a anemia hemolítica fetal causada pela presença de incompatibilidade sanguínea maternofetal, caracterizada pela síntese de antígeno, por parte da gestante, contra anticorpos específico da hemácia do feto. II. O teste de Coombs indireto é utilizado para avaliar a presença de anticorpos do feto. III. A hidropisia não é observada até que a hemoglobina fetal tenha um déficit de, pelo menos, 7g/dL (abaixo da hemoglobina média para a idade gestacional). Está(ão) CORRETO(S):
Hidropisia fetal na DHP não ocorre até déficit de Hb fetal ≥ 7g/dL.
A doença hemolítica perinatal (DHP) é causada pela incompatibilidade sanguínea maternofetal, onde a mãe produz anticorpos contra antígenos presentes nas hemácias do feto. O teste de Coombs indireto avalia a presença de anticorpos irregulares na mãe, não no feto. A hidropisia fetal, uma complicação grave, só se manifesta em casos de anemia fetal acentuada, com um déficit de hemoglobina de pelo menos 7g/dL em relação à média para a idade gestacional.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHP), anteriormente conhecida como eritroblastose fetal, é uma condição grave que resulta da incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto. Mais comumente associada ao sistema Rh, ocorre quando uma gestante Rh-negativa é sensibilizada por hemácias Rh-positivas do feto, produzindo anticorpos IgG que atravessam a placenta e atacam as hemácias fetais, causando hemólise. A compreensão da fisiopatologia é crucial para o manejo adequado, que envolve a prevenção da sensibilização materna e o monitoramento da gravidade da anemia fetal. O diagnóstico e monitoramento da DHP dependem de exames laboratoriais específicos. O teste de Coombs indireto é uma ferramenta essencial para rastrear e quantificar a presença de anticorpos irregulares no soro materno. Um resultado positivo indica sensibilização materna e a necessidade de acompanhamento mais rigoroso. É importante ressaltar que este teste avalia a mãe, e não o feto diretamente. O monitoramento fetal, por sua vez, pode incluir ultrassonografia Doppler da artéria cerebral média para avaliar o risco de anemia fetal e, em casos graves, a cordocentese para dosagem direta da hemoglobina fetal. A hidropisia fetal é a manifestação mais grave da DHP, caracterizada por acúmulo de líquido em duas ou mais cavidades fetais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico) e edema generalizado. Ela é um sinal de anemia fetal severa e descompensação cardíaca. A hidropisia geralmente não se manifesta até que a hemoglobina fetal tenha um déficit de, pelo menos, 7g/dL abaixo da média para a idade gestacional. O tratamento pode incluir transfusões intrauterinas para corrigir a anemia e prevenir ou reverter a hidropisia, melhorando o prognóstico fetal.
A DHP é uma anemia hemolítica fetal causada por incompatibilidade sanguínea maternofetal, onde a gestante produz anticorpos contra antígenos específicos das hemácias do feto, levando à destruição dessas células e anemia fetal.
O teste de Coombs indireto é utilizado para detectar a presença de anticorpos irregulares no soro materno, que podem atravessar a placenta e causar hemólise nas hemácias fetais. Ele não avalia anticorpos do feto diretamente.
A hidropisia fetal, uma manifestação grave da DHP, geralmente não é observada até que a hemoglobina fetal apresente um déficit significativo de, pelo menos, 7g/dL abaixo da média para a idade gestacional, indicando anemia fetal severa.
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