Tratamento da Doença de Graves: Opções e Cuidados Essenciais

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao tratamento da Doença de Graves, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Nos casos de Doença de Graves associada a nódulos suspeitos, a tireoidectomia deve ser indicada como tratamento.
  2. B) A agranulocitose é um raro efeito colateral e está relacionada tanto ao propiltiouracil quanto ao metimazol.
  3. C) As tionamidas utilizadas no tratamento da Doença de Graves podem apresentar reações alérgicas de forma cruzada.
  4. D) No tratamento da Doença de Graves, a indicação para o emprego terapêutico do Iodo 131 deve sempre ser precedido do preparo prévio do paciente com betabloqueador e tionamidas.

Pérola Clínica

Iodo 131 para Graves NÃO exige sempre preparo com tionamidas; betabloqueador é para controle sintomático.

Resumo-Chave

O preparo com tionamidas antes do Iodo-131 na Doença de Graves é controverso e não é uma regra "sempre". Pode ser considerado em pacientes com hipertireoidismo grave ou comorbidades, para evitar exacerbação pós-radioiodo. Betabloqueadores são usados para controle sintomático, não como preparo para o radioiodo em si. A tireoidectomia é indicada para nódulos suspeitos, e a agranulocitose e reações alérgicas cruzadas são riscos conhecidos das tionamidas.

Contexto Educacional

A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, uma doença autoimune caracterizada pela produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH. O tratamento visa controlar os sintomas e reduzir a produção de hormônios tireoidianos, com três principais modalidades: tionamidas (metimazol, propiltiouracil), iodo radioativo (Iodo-131) e tireoidectomia. A escolha depende de fatores como idade, gravidade da doença, presença de oftalmopatia, bócio e preferência do paciente. As tionamidas são frequentemente a primeira linha de tratamento, especialmente em pacientes jovens e com bócio pequeno. No entanto, podem causar efeitos adversos como agranulocitose (rara, mas grave) e hepatotoxicidade. Reações alérgicas cruzadas entre metimazol e propiltiouracil são possíveis. A tireoidectomia é uma opção para bócio volumoso, nódulos suspeitos, oftalmopatia grave ou falha/intolerância às outras terapias. A terapia com Iodo-131 é uma opção eficaz e segura. A questão do preparo prévio com tionamidas antes do Iodo-131 é um ponto importante. Não é uma regra universal que o paciente "deve sempre" ser preparado com tionamidas. O preparo é indicado em pacientes com hipertireoidismo grave, idosos ou com comorbidades significativas para evitar uma crise tireotóxica após a liberação inicial de hormônios. Betabloqueadores são usados para controle sintomático do hipertireoidismo, não como um preparo para o radioiodo em si.

Perguntas Frequentes

Quando a tireoidectomia é indicada no tratamento da Doença de Graves?

A tireoidectomia é indicada em casos de Doença de Graves com nódulos tireoidianos suspeitos de malignidade, bócio volumoso com sintomas compressivos, oftalmopatia grave, ou quando há falha/intolerância às tionamidas e recusa ao Iodo-131.

Quais são os principais efeitos adversos das tionamidas?

Os efeitos adversos mais comuns das tionamidas (metimazol, propiltiouracil) incluem rash cutâneo, prurido, artralgia e náuseas. Efeitos graves, embora raros, são agranulocitose e hepatotoxicidade.

É sempre necessário preparar o paciente com tionamidas antes da terapia com Iodo-131?

Não é sempre necessário. O preparo com tionamidas antes do Iodo-131 é geralmente reservado para pacientes com hipertireoidismo grave, idosos ou com comorbidades cardíacas, para evitar uma exacerbação do hipertireoidismo após a radioiodoterapia. Betabloqueadores são para controle sintomático.

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