CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Em relação ao tratamento da Doença de Graves, assinale a alternativa INCORRETA:
Iodo 131 para Graves NÃO exige sempre preparo com tionamidas; betabloqueador é para controle sintomático.
O preparo com tionamidas antes do Iodo-131 na Doença de Graves é controverso e não é uma regra "sempre". Pode ser considerado em pacientes com hipertireoidismo grave ou comorbidades, para evitar exacerbação pós-radioiodo. Betabloqueadores são usados para controle sintomático, não como preparo para o radioiodo em si. A tireoidectomia é indicada para nódulos suspeitos, e a agranulocitose e reações alérgicas cruzadas são riscos conhecidos das tionamidas.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, uma doença autoimune caracterizada pela produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH. O tratamento visa controlar os sintomas e reduzir a produção de hormônios tireoidianos, com três principais modalidades: tionamidas (metimazol, propiltiouracil), iodo radioativo (Iodo-131) e tireoidectomia. A escolha depende de fatores como idade, gravidade da doença, presença de oftalmopatia, bócio e preferência do paciente. As tionamidas são frequentemente a primeira linha de tratamento, especialmente em pacientes jovens e com bócio pequeno. No entanto, podem causar efeitos adversos como agranulocitose (rara, mas grave) e hepatotoxicidade. Reações alérgicas cruzadas entre metimazol e propiltiouracil são possíveis. A tireoidectomia é uma opção para bócio volumoso, nódulos suspeitos, oftalmopatia grave ou falha/intolerância às outras terapias. A terapia com Iodo-131 é uma opção eficaz e segura. A questão do preparo prévio com tionamidas antes do Iodo-131 é um ponto importante. Não é uma regra universal que o paciente "deve sempre" ser preparado com tionamidas. O preparo é indicado em pacientes com hipertireoidismo grave, idosos ou com comorbidades significativas para evitar uma crise tireotóxica após a liberação inicial de hormônios. Betabloqueadores são usados para controle sintomático do hipertireoidismo, não como um preparo para o radioiodo em si.
A tireoidectomia é indicada em casos de Doença de Graves com nódulos tireoidianos suspeitos de malignidade, bócio volumoso com sintomas compressivos, oftalmopatia grave, ou quando há falha/intolerância às tionamidas e recusa ao Iodo-131.
Os efeitos adversos mais comuns das tionamidas (metimazol, propiltiouracil) incluem rash cutâneo, prurido, artralgia e náuseas. Efeitos graves, embora raros, são agranulocitose e hepatotoxicidade.
Não é sempre necessário. O preparo com tionamidas antes do Iodo-131 é geralmente reservado para pacientes com hipertireoidismo grave, idosos ou com comorbidades cardíacas, para evitar uma exacerbação do hipertireoidismo após a radioiodoterapia. Betabloqueadores são para controle sintomático.
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