SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Médico do Programa de Saúde da Família atende paciente gestante com diagnóstico de Doença de Graves. Qual a verdadeira?
Doença de Graves na gestação: Radioterapia com iodo é CONTRAINDICADA.
A radioterapia com iodo radioativo é absolutamente contraindicada na gestação devido ao risco de destruição da tireoide fetal e indução de hipotireoidismo congênito. O tratamento medicamentoso com antitireoidianos (propiltiouracil no 1º trimestre, metimazol no 2º/3º) ou tireoidectomia são opções mais seguras.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo na gestação, com implicações significativas para a mãe e o feto. O diagnóstico é baseado em achados clínicos e laboratoriais (TSH suprimido, T4 livre e T3 total elevados), e a presença de anticorpos TRab é patognomônica, além de indicar risco de hipertireoidismo fetal. O manejo do hipertireoidismo na gestação exige cautela para evitar tanto o hipertireoidismo descontrolado quanto o hipotireoidismo iatrogênico. Os medicamentos antitireoidianos são a principal linha de tratamento, com o propiltiouracil sendo preferido no primeiro trimestre e o metimazol nos trimestres subsequentes. A tireoidectomia pode ser considerada no segundo trimestre em casos selecionados. É crucial saber que a radioterapia com iodo radioativo é absolutamente contraindicada durante toda a gestação devido ao risco de hipotireoidismo fetal permanente. O acompanhamento rigoroso da função tireoidiana materna e fetal é essencial para otimizar os resultados da gravidez.
O tratamento de escolha são os medicamentos antitireoidianos. O propiltiouracil (PTU) é preferido no primeiro trimestre devido ao menor risco de teratogenicidade, enquanto o metimazol (MMI) é geralmente usado no segundo e terceiro trimestres devido ao menor risco de hepatotoxicidade materna.
A radioterapia com iodo radioativo é contraindicada porque o iodo atravessa a placenta e pode causar destruição da tireoide fetal, levando a hipotireoidismo congênito permanente no feto.
O anticorpo TRab (receptor de TSH) é patognomônico da Doença de Graves e pode atravessar a placenta, estimulando a tireoide fetal e causando hipertireoidismo fetal ou neonatal. Sua dosagem é importante para o diagnóstico e para avaliar o risco de complicações fetais.
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