Manejo da Doença de Graves no Primeiro Trimestre Gestacional

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Helena, 24 anos, recebeu diagnóstico de doença de Graves há 3 meses e encontra-se em uso de metimazol 10 mg/dia. Vem à consulta, nesta UBS, muita ansiosa, pois teve notícia que está gravida de 8 semanas. Ao exame apresenta-se com pequeno bócio palpavel liso e indolor, tremores finos, mãos frias e úmidas e nenhum sinal de oftalmopatia de Graves. Trouxe exames coletados há 5 dias com os seguintes valores: TSH = 0,1 (0.9-2.2 ng/dL); T4 livre = 1,6 ng/dL (0.9-2.0); T3 livre = 0,4 ng/dL (0,30 a 0,47); TRAb 0,55 UI/L (até 0,55). A melhor conduta neste momento, além de reencaminhá-la ao endocrinologista que solicitou estes exames de controle, será:

Alternativas

  1. A) Trocar o metimazol pelo propiltiouracil na proporção de 100 mg para 1 mg de metimazol, podendo mantê-lo até o final da gestação, se necessário.
  2. B) Trocar o metimazol por propiltiouracil e acrescentar levotiroxina em baixas dosagens devido a ação inibitória do fármaco sobre a conversão de T3 em T4.
  3. C) Aumentar a dose de metimazol para 20 mg/d, pois as imunoglobulinas estimulantes da tireoide tendem a aumentar no transcorrer do período gestacional.
  4. D) Suspender a medicação antitireoidiana, pois considera-se que além dos riscos de teratogenicidade do metimazol, os exames atuais estão compatíveis com o bom controle da doença.
  5. E) Manter o metimazol na dose de 10 mg e acrescentar levotiroxina em baixas dosagens (esquema de bloqueio-reposição) para manter níveis normais de T4 livre sem prejuízo ao feto.

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