FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
O bócio difuso tóxico é a causa mais comum de hipertireoidismo e é conhecido como:
Doença de Graves = causa mais comum de hipertireoidismo por bócio difuso tóxico autoimune.
A Doença de Graves é uma condição autoimune caracterizada pela produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb), levando à hiperfunção da tireoide e bócio difuso. É a principal causa de hipertireoidismo primário.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, respondendo por 60-80% dos casos. É uma doença autoimune que afeta predominantemente mulheres jovens a de meia-idade, com uma prevalência de 0,5-2% na população geral. Sua importância clínica reside na morbidade significativa associada ao hipertireoidismo não tratado e às manifestações extratireoidianas. A fisiopatologia envolve a produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb), que se ligam aos receptores de TSH na tireoide, mimetizando a ação do TSH e levando à produção excessiva de hormônios tireoidianos. O diagnóstico é confirmado pela clínica, níveis hormonais (TSH baixo, T4 e T3 livres altos) e detecção de TRAb. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas de tireotoxicose e bócio difuso. O tratamento visa controlar a hiperfunção tireoidiana e aliviar os sintomas. As opções incluem drogas antitireoidianas (metimazol, propiltiouracil), iodo radioativo e tireoidectomia. A escolha depende da idade do paciente, gravidade da doença, comorbidades e preferências. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas requer monitoramento contínuo devido ao risco de recorrência ou desenvolvimento de hipotireoidismo.
Os sinais incluem bócio difuso, taquicardia, intolerância ao calor, perda de peso, tremores, e manifestações extratireoidianas como oftalmopatia e dermopatia.
O diagnóstico é baseado na clínica, níveis elevados de T3 e T4 livres, TSH suprimido e a presença de anticorpos TRAb. A ultrassonografia da tireoide pode mostrar bócio difuso e hipervascularização.
O tratamento inicial geralmente envolve drogas antitireoidianas (metimazol ou propiltiouracil) para controlar os sintomas, podendo ser seguido por iodo radioativo ou cirurgia (tireoidectomia) em casos selecionados.
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