INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente com 24 anos procura atendimento médico com relato de sudorese excessiva, palpitações, irritação ocular, nervosismo, fadiga e perda de peso apesar do aumento do apetite, com achado de edema ocular e aumento difuso da tireoide ao exame físico. O médico levanta a suspeita de Doença de Graves.Durante a propedêutica laboratorial, são resultados compatíveis com a hipótese diagnóstica apresentada
Doença de Graves = Hipertireoidismo + Oftalmopatia + Bócio difuso. Diagnóstico laboratorial: TSH ↓, T4/T3 ↑, TRAb ↑, cintilografia com captação difusa.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, caracterizada por uma tríade clássica de hipertireoidismo, oftalmopatia e bócio difuso. O diagnóstico laboratorial é confirmado pela supressão do TSH, elevação dos hormônios tireoidianos (T4 livre e T3) e, crucialmente, pela presença de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb). A cintilografia de tireoide com iodo radioativo é um exame complementar que mostra uma captação elevada e difusa, diferenciando-a de outras causas de tireotoxicose.
A Doença de Graves é uma doença autoimune que representa a causa mais comum de hipertireoidismo, afetando predominantemente mulheres jovens. É caracterizada pela produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb), que se ligam aos receptores de TSH na tireoide, mimetizando a ação do TSH e levando à produção excessiva de hormônios tireoidianos (T3 e T4). A importância clínica reside na sua prevalência e na necessidade de um diagnóstico preciso para evitar complicações cardiovasculares, oculares e ósseas associadas à tireotoxicose crônica. O diagnóstico da Doença de Graves é baseado na tríade clínica de hipertireoidismo, bócio difuso e oftalmopatia (exoftalmia), embora nem todos os pacientes apresentem os três. Laboratorialmente, o perfil típico inclui TSH suprimido (baixo) e níveis elevados de T4 livre e/ou T3. A confirmação da etiologia autoimune é feita pela detecção de anticorpos TRAb. A cintilografia de tireoide com iodo radioativo é um exame complementar valioso, pois demonstra uma captação elevada e difusa do radiomarcador, diferenciando a Doença de Graves de outras causas de tireotoxicose, como a tireoidite subaguda, que apresenta baixa captação. O tratamento da Doença de Graves pode incluir medicamentos antitireoidianos (tionamidas como metimazol ou propiltiouracil), iodo radioativo ou tireoidectomia. A escolha da terapia depende de fatores como idade do paciente, gravidade da doença, tamanho do bócio e presença de oftalmopatia. Para residentes, é essencial compreender a fisiopatologia, os critérios diagnósticos e as opções terapêuticas para manejar adequadamente os pacientes com Doença de Graves, garantindo um bom controle dos sintomas e prevenção de complicações a longo prazo.
Os principais sintomas incluem sudorese excessiva, palpitações, nervosismo, fadiga, perda de peso com aumento do apetite, intolerância ao calor e tremores. Sinais clínicos característicos são o bócio difuso, oftalmopatia de Graves (edema ocular, exoftalmia) e, menos comum, dermopatia tireoidiana.
Os anticorpos contra o receptor de TSH (TRAb) são patognomônicos da Doença de Graves, pois estimulam a tireoide a produzir hormônios em excesso. Os anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) são mais inespecíficos, podendo estar presentes em outras tireoidopatias autoimunes, mas sua presença em altos títulos pode apoiar o diagnóstico de Graves.
A cintilografia de tireoide com iodo radioativo é crucial para diferenciar a Doença de Graves de outras causas de tireotoxicose. Na Doença de Graves, ela mostra uma captação elevada e difusa do radiomarcador em toda a glândula, refletindo a hiperatividade generalizada, enquanto em tireoidites, a captação é geralmente baixa.
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