PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Paciente, 45 anos de idade, sexo feminino, refere sintomas de perda de peso, tremores, sudorese, taquicardia e diarreia. Ao exame físico apresenta exoftalmia bilateral, com edema e eritema em ambas as pálpebras e conjuntivas, além de dor à movimentação ocular; PA: 140/90 mmHg; FC: 112 bpm. Exames complementares com discreto aumento de volume tireoidiano ao ultrassom, anti TRAB: 3 UI/L (VR: < 0,55 UI/L); TSH: 0,001 microUI/mL (VR: 0,48 a 5,6), T4 livre: 3 ng/dL (VR: 0,85 a 1,5 ng/dL). Considerando o caso relatado, qual é a conduta a ser adotada?
Doença de Graves + sintomas graves → Tapazol + Propranolol para controle rápido.
A paciente apresenta quadro clínico e laboratorial clássico de Doença de Graves (hipertireoidismo com oftalmopatia e autoanticorpos positivos). O tratamento inicial de escolha para controle rápido dos sintomas e da função tireoidiana é medicamentoso, com antitireoidianos (como o Tapazol) e betabloqueadores (como o Propranolol) para alívio sintomático.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, uma condição autoimune caracterizada pela produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb), que levam à hiperfunção da glândula tireoide. Sua prevalência é maior em mulheres e pode se manifestar com uma série de sintomas sistêmicos e extratireoidianos, como a oftalmopatia de Graves, que afeta os olhos. O diagnóstico é baseado na clínica (sintomas de tireotoxicose, exoftalmia), exames laboratoriais (TSH suprimido, T4 livre elevado) e na presença de autoanticorpos (TRAb positivo). O tratamento visa controlar a hiperprodução hormonal e aliviar os sintomas. A primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes é medicamentosa, utilizando drogas antitireoidianas como o metimazol (Tapazol) ou propiltiouracil, que inibem a síntese de hormônios tireoidianos. Betabloqueadores, como o propranolol, são frequentemente usados para controlar rapidamente os sintomas adrenérgicos, como taquicardia e tremores. Opções de tratamento definitivo, como a radioiodoterapia ou a tireoidectomia total, são consideradas em pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso, apresentam efeitos adversos graves, têm bócio volumoso ou em casos de recorrência. É crucial que a tireotoxicose seja controlada antes de qualquer procedimento definitivo para minimizar riscos. A escolha da terapia deve ser individualizada, considerando a gravidade da doença, idade do paciente, comorbidades e preferências.
Os sintomas incluem perda de peso, tremores, sudorese, taquicardia, diarreia, e manifestações extratireoidianas como exoftalmia e edema pré-tibial.
O tratamento inicial geralmente envolve medicamentos antitireoidianos (como metimazol/tapazol) para reduzir a produção hormonal e betabloqueadores (como propranolol) para controlar os sintomas adrenérgicos.
Essas opções definitivas são consideradas em casos de falha do tratamento medicamentoso, recorrência, bócio volumoso, contraindicações aos antitireoidianos ou preferência do paciente, após o controle da tireotoxicose.
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