SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Mulher de 31 anos apresenta quadro de taquicardia, ansiedade, irritabilidade, tremores, palpitações, intolerância ao calor e perda de peso. Ela não está grávida. Na região cervical, nota-se bócio à inspeção (grau III) e não há oftalmopatia. O hormônio estimulante da tireoide está suprimido e o T4 livre aumentado (3,3 ng/dL). A cintilografia da tireoide mostra uma absorção aumentada difusamente. A pesquisa de imunoglobulina estimulante da tireoide é positiva (3,1 UI/L). O melhor tratamento para doença de base dessa paciente é
Doença de Graves: TSH ↓, T4 ↑, TRAb +, cintilografia ↑ difusa → Iodo radioativo (não grávidas, sem oftalmopatia grave).
A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, caracterizada por autoanticorpos (TRAb) que estimulam a tireoide. Em pacientes não grávidas, sem oftalmopatia grave ou bócio obstrutivo, o iodo radioativo é uma opção de tratamento definitivo eficaz, visando a destruição das células tireoidianas hiperativas.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, uma condição autoimune que afeta a glândula tireoide. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem sua fisiopatologia, diagnóstico e opções terapêuticas. A doença é caracterizada pela produção de anticorpos que estimulam os receptores de TSH na tireoide, levando à superprodução de hormônios tireoidianos. Os sintomas incluem taquicardia, tremores, perda de peso, intolerância ao calor e bócio, podendo haver oftalmopatia e dermopatia em alguns casos. O diagnóstico é confirmado por TSH suprimido, T4 livre elevado, TRAb positivo e cintilografia da tireoide mostrando captação difusa e aumentada. O tratamento visa controlar os sintomas e, idealmente, alcançar a remissão da doença. As opções incluem medicamentos antitireoidianos (metimazol, propiltiouracil), iodo radioativo e cirurgia. A escolha depende de fatores como idade do paciente, gravidez, presença e gravidade da oftalmopatia, tamanho do bócio e preferência do paciente. O iodo radioativo (I-131) é um tratamento definitivo eficaz, especialmente para pacientes não grávidas e sem oftalmopatia grave, pois destrói as células tireoidianas hiperativas. É importante monitorar o paciente após o tratamento para hipotireoidismo, que é uma complicação comum. A cirurgia é reservada para bócio volumoso, suspeita de malignidade, oftalmopatia grave ou falha/contraindicação a outras terapias. O manejo adequado é essencial para prevenir complicações cardiovasculares e outras manifestações da tireotoxicose.
Na Doença de Graves, os achados incluem TSH suprimido, T4 livre aumentado, pesquisa de imunoglobulina estimulante da tireoide (TRAb) positiva e cintilografia da tireoide com captação aumentada difusamente.
O iodo radioativo é uma excelente opção para pacientes não grávidas, sem oftalmopatia grave ou bócio muito grande, que buscam um tratamento definitivo. Ele destrói as células tireoidianas hiperativas, levando à remissão do hipertireoidismo.
As alternativas incluem medicamentos antitireoidianos (como propiltiouracil ou metimazol) para controle inicial e cirurgia (tireoidectomia) para casos de bócio volumoso, oftalmopatia grave ou falha/contraindicação ao iodo radioativo.
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