USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher, 32 anos, refere taquicardia, tremor em extremidades, perda de peso, agitação psicomotora, hiperdefecação há 4 meses. Exame físico: PA = 150 x 80 mmHg, FC = 110 bpm, pele quente e úmida, tireoide difusamente aumentada em cerca de 4 vezes, sem nódulos delimitados. Vide fotos: Qual é a fisiopatologia da doença neste caso?
Doença de Graves = hipertireoidismo autoimune por anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb).
O quadro clínico de hipertireoidismo com bócio difuso e ausência de nódulos é altamente sugestivo de Doença de Graves. A fisiopatologia central é a produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb), que mimetizam o TSH e causam superprodução de hormônios tireoidianos.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, representando cerca de 60-80% dos casos de tireotoxicose. É uma doença autoimune que afeta predominantemente mulheres jovens a de meia-idade, com um pico de incidência entre 30 e 60 anos. Sua importância clínica reside na ampla gama de manifestações sistêmicas e no risco de complicações graves se não tratada, como a crise tireotóxica. A fisiopatologia da Doença de Graves é caracterizada pela produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb). Esses anticorpos se ligam aos receptores de TSH nas células tireoidianas, mimetizando a ação do TSH e estimulando a glândula a produzir e liberar excessivamente os hormônios tireoidianos (T3 e T4). Isso leva a um estado de hipertireoidismo, com supressão dos níveis de TSH hipofisário. O quadro clínico inclui sintomas de hipermetabolismo, como taquicardia, tremores, perda de peso, intolerância ao calor, e achados como bócio difuso e, em alguns casos, oftalmopatia e dermopatia. O diagnóstico é baseado na clínica, exames laboratoriais (TSH suprimido, T3 e T4 livres elevados) e na detecção de TRAb. O tratamento pode envolver drogas antitireoidianas (metimazol, propiltiouracil), iodo radioativo ou tireoidectomia, dependendo da gravidade, idade do paciente e presença de comorbidades. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a doença pode ter um curso recidivante.
Os sintomas incluem taquicardia, tremores, perda de peso, intolerância ao calor, sudorese excessiva, agitação, insônia, diarreia e, em alguns casos, oftalmopatia e dermopatia.
O TRAb age como um agonista do receptor de TSH na tireoide, estimulando a glândula a produzir e liberar excessivamente os hormônios tireoidianos T3 e T4, independentemente do controle do TSH hipofisário.
A Doença de Graves é uma doença autoimune com bócio difuso e TRAb positivo. O bócio multinodular tóxico é caracterizado por múltiplos nódulos que produzem hormônios de forma autônoma, sem envolvimento autoimune.
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