Doença de Graves: Diagnóstico e Manejo do Hipertireoidismo

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Uma universitária de 28 anos, vem a consulta com queixa de irritabilidade, insônia, perda de peso de 5kg nos últimos 2 meses, apesar de alimentar-se bem. Na última semana teve episódios de palpitações e calor excessivo. Refere também perda de libido e sensação de “corpo estranho” nos olhos. Ao exame físico corada; sem edemas; pele macia e quente; pulso= 104 bpm; tremores finos de extremidades; hiperemia conjuntival e piscar frequente tireoide com aumento difuso e fr mito. o re o prov vel diagn stico da paciente, correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) a acropatia da tireoide ocorre na maioria dos pacientes.
  2. B) a mensuração dos anticorpos anti-TPO e anti-Tg confirmam o diagnóstico.
  3. C) a causa mais comum tireoidite granulomatosa subaguda.
  4. D) a presença de sopro cervical fala a favor do diagnóstico de tireoidite aguda.
  5. E) as provas de função tireoidiana devem ser feitas 3 a 4 semanas após início do tratamento com tionamidas.

Pérola Clínica

Doença de Graves: bócio difuso + oftalmopatia + tireotoxicose. Função tireoidiana 3-4 semanas pós-tionamidas.

Resumo-Chave

A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, caracterizada por autoanticorpos estimuladores do receptor de TSH. O seguimento da função tireoidiana durante o tratamento com tionamidas deve ser feito após 3-4 semanas para permitir a estabilização dos níveis hormonais.

Contexto Educacional

A Doença de Graves é uma doença autoimune que representa a causa mais comum de hipertireoidismo, especialmente em mulheres jovens. É caracterizada pela produção de autoanticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb), levando à hiperfunção da glândula tireoide. Os sintomas incluem nervosismo, irritabilidade, insônia, perda de peso com bom apetite, palpitações, intolerância ao calor, tremores, e manifestações extratireoidianas como oftalmopatia e, menos frequentemente, mixedema pré-tibial e acropatia tireoidiana. O diagnóstico é baseado na clínica, exames laboratoriais (TSH suprimido, T3 e T4 livres elevados) e na presença de TRAb. O exame físico pode revelar bócio difuso com frêmito e sopro, taquicardia e sinais de oftalmopatia. A diferenciação de outras causas de tireotoxicose, como tireoidites, é crucial para o manejo adequado. O tratamento envolve tionamidas (metimazol ou propiltiouracil), iodo radioativo ou cirurgia. Durante o tratamento com tionamidas, a monitorização da função tireoidiana (TSH, T4 livre) deve ser realizada a cada 3-4 semanas após o início ou ajuste da dose, para permitir que os níveis hormonais se estabilizem e guiar a titulação da medicação, evitando tanto o hipertireoidismo quanto o hipotireoidismo iatrogênico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da Doença de Graves?

Os sinais e sintomas clássicos incluem irritabilidade, insônia, perda de peso apesar de bom apetite, palpitações, intolerância ao calor, tremores finos, bócio difuso com frêmito, e manifestações oculares como hiperemia conjuntival e sensação de corpo estranho (oftalmopatia de Graves).

Como é feito o diagnóstico da Doença de Graves?

O diagnóstico é baseado na clínica, exames laboratoriais (TSH suprimido, T3 e T4 livres elevados) e na presença de autoanticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb). A cintilografia da tireoide pode ser útil para diferenciar de outras causas de tireotoxicose.

Qual a frequência de monitoramento da função tireoidiana durante o tratamento com tionamidas?

As provas de função tireoidiana (TSH, T4 livre) devem ser realizadas 3 a 4 semanas após o início do tratamento ou ajuste da dose das tionamidas, para permitir a estabilização dos níveis hormonais e guiar a titulação da medicação.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo