INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma mulher de 35 anos é encaminhada ao ambulatório de referência de um hospital de atenção secundária, em função de queixas de nervosismo, insônia e tremores. A paciente nega dor na região cervical, assim como linfonodomegalias palpáveis. Nega, também, quadros infecciosos recentes. Ao exame físico, a paciente exibe fácies basedoweana típica, extremidades quentes e úmidas, taquicardia (120 batimentos por minuto) e hipertensão arterial sistólica isolada (164 × 78 mmHg). No exame da tireoide, nota-se pequeno aumento de tamanho, não nodular e sem sopro local à ausculta. Diante desse quadro, visando confirmar a hipótese diagnóstica, a conduta do médico deve ser a solicitação do exame de
Hipertireoidismo com fácies basedoweana + bócio difuso → Doença de Graves → Confirmar com TRAB.
O quadro clínico (nervosismo, insônia, tremores, taquicardia, hipertensão sistólica, fácies basedoweana, bócio difuso) é altamente sugestivo de hipertireoidismo, especificamente Doença de Graves. Após a confirmação laboratorial de hipertireoidismo (TSH baixo, T4/T3 livres altos), a pesquisa de anticorpos TRAB (anticorpos estimuladores do receptor de TSH) é o exame mais específico para confirmar o diagnóstico etiológico de Doença de Graves.
O hipertireoidismo é uma condição comum caracterizada pelo excesso de hormônios tireoidianos, levando a um estado de hipermetabolismo. A Doença de Graves é a causa mais frequente de hipertireoidismo autoimune, sendo crucial para médicos generalistas e endocrinologistas reconhecer seus sinais e sintomas para um diagnóstico e tratamento precoces. A apresentação clínica da Doença de Graves é bastante característica, incluindo sintomas como nervosismo, insônia, tremores, taquicardia, perda de peso e intolerância ao calor. Sinais como bócio difuso, oftalmopatia (exoftalmia, fácies basedoweana) e dermopatia (mixedema pré-tibial) são patognomônicos. O diagnóstico laboratorial inicial envolve a dosagem de TSH (geralmente suprimido) e T4 livre (elevado). Para confirmar a etiologia autoimune da Doença de Graves, a pesquisa de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAB) é o exame mais específico. A ultrassonografia de tireoide pode mostrar um aumento difuso da glândula com vascularização aumentada, mas não é diagnóstica da etiologia. A captação de iodo radioativo pode ser útil para diferenciar outras causas de tireotoxicose, mas o TRAB é mais direto para Graves. O tratamento inclui drogas antitireoidianas, iodo radioativo ou cirurgia.
Os principais sinais e sintomas incluem taquicardia, tremores, nervosismo, perda de peso, intolerância ao calor, bócio difuso, e manifestações extratireoidianas como oftalmopatia (exoftalmia, fácies basedoweana) e dermopatia.
Inicialmente, TSH e T4 livre. Se TSH baixo e T4 livre alto, confirma-se hipertireoidismo. Para determinar a causa, pode-se solicitar TRAB (para Graves), ultrassonografia de tireoide e, em alguns casos, cintilografia.
A captação de iodo radioativo ajuda a diferenciar as causas de tireotoxicose. Na Doença de Graves, a captação é difusamente aumentada, enquanto em tireoidites (destrutivas) ou tireotoxicose factícia, a captação é baixa.
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