Diagnóstico Diferencial do Hipertiroidismo e Doença de Graves

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 45 anos de idade compareceu à consulta relatando insônia, perda de peso de 6 kg em três meses e palpitações. Refere aumento do pescoço. Ao exame físico, apresenta FC = 110 bpm, FR = 18 irpm, SatO2 = 97%. Observou-se presença de bócio difuso, pele quente e úmida. O paciente realizou exames laboratoriais que revelaram TSH < 0,01 µUI/mL e T4 = livre 3,2 ng/dL.\n\nEm relação ao caso clínico apresentado, qual exame adicional confirmaria o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia de tireoide.
  2. B) Cintilografia da tireoide com iodo radioativo.
  3. C) Dosagem de anticorpos anti-TPO.
  4. D) Ressonância magnética do pescoço. Atenção: Caso clínico para responder às questões 66 a 68. Um paciente de 65 anos de idade com diabetes mellitus tipo 2 hà 15 anos, hipertenso e com histórico de (nefropatia diabética, foi admitido no hospital por confusão mental e astenia. Faz uso de metformina e enalapril. Ao exame físico, apresenta A = 110 mmHg X 70 mmHg, FC = 92 bpm, dot FR - 20 irpm, SatQ2 95%. Exames laboratoriais mostraram creatinina 4,5 mg/dl. (basal 2,0 mg/dL.), urcia 120 mg/dl, glicemia capilar 145 mg/dL, bicarbonato 15 mEq/L e potássio 6.2 mEq/1.

Pérola Clínica

TSH ↓ + T4L ↑ + Bócio difuso + Pele quente/úmida → Doença de Graves (confirmar com TRAb ou Cintilografia).

Resumo-Chave

A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertiroidismo. A cintilografia com iodo radioativo mostra captação difusa e aumentada, confirmando a etiologia.

Contexto Educacional

A Doença de Graves é uma patologia autoimune caracterizada pela produção de anticorpos estimuladores (TRAb) que se ligam ao receptor de TSH nas células foliculares da tireoide, resultando em síntese e secreção excessiva de hormônios tireoidianos. O quadro clínico clássico inclui bócio difuso, oftalmopatia e sinais de hipermetabolismo.\n\nO diagnóstico laboratorial inicial revela TSH suprimido e níveis elevados de T4 livre e/ou T3. Para confirmar a etiologia, a cintilografia de tireoide com iodo-131 ou iodo-123 é utilizada para demonstrar a hiperatividade glandular difusa. Esse exame é crucial para excluir outras causas de tireotoxicose, como o bócio multinodular tóxico, o adenoma tóxico (doença de Plummer) ou as tireoidites, onde a captação de iodo está reduzida.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da cintilografia no hipertiroidismo?

A cintilografia com iodo radioativo (ou tecnécio) é fundamental para o diagnóstico diferencial das tireotoxicoses. Na Doença de Graves, observa-se uma captação difusa e aumentada (hipercaptação). Em casos de tireoidite, a captação é baixa ou nula, enquanto no bócio multinodular tóxico a captação é heterogênea.

Como diferenciar Graves de tireoidite subaguda?

Clinicamente, a tireoidite subaguda costuma apresentar dor cervical e VHS elevado. Laboratorialmente, ambas têm TSH baixo e T4L alto, mas a cintilografia é o divisor de águas: Graves apresenta captação elevada, enquanto a tireoidite apresenta captação muito baixa devido à destruição folicular.

Quando solicitar o TRAb no hipertiroidismo?

O TRAb (anticorpo antirreceptor de TSH) é o marcador mais específico para Doença de Graves. Ele deve ser solicitado quando o diagnóstico clínico não é óbvio, em gestantes com hipertiroidismo ou para avaliar o risco de recidiva após tratamento com drogas antitireoidianas.

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