IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Pesquisas demonstram que a prevenção é a melhor forma de combater a obesidade infantil, um trabalho que deve ser iniciado antes mesmo de a mulher engravidar. No que diz respeito à dieta da criança, um cardápio equilibrado, com destaque para frutas, legumes e verduras, deve ser incentivado em todas as fases da infância. A respeito das orientações da Sociedade Brasileira de pediatria é correto afirmar que
Risco de síndrome metabólica em crianças → rastrear doença gordurosa hepática (USG + enzimas).
Crianças com fatores de risco para síndrome metabólica, como obesidade e histórico familiar, devem ser investigadas para doença gordurosa não alcoólica do fígado (DGNAF) devido à sua crescente prevalência e potencial de progressão para esteato-hepatite e cirrose. A ultrassonografia e as enzimas hepáticas são ferramentas de triagem iniciais importantes.
A obesidade infantil é uma epidemia global com sérias implicações para a saúde a longo prazo, incluindo o desenvolvimento precoce de síndrome metabólica. Esta síndrome, caracterizada por resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão e obesidade abdominal, aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 na vida adulta. A prevenção deve começar na gestação e se estender por toda a infância, com foco em dieta equilibrada e atividade física. A doença gordurosa não alcoólica do fígado (DGNAF) é uma manifestação hepática comum da síndrome metabólica em crianças, com prevalência crescente. É crucial que pediatras e clínicos estejam atentos aos sinais de risco para DGNAF, como obesidade e alterações em exames de rotina. O diagnóstico precoce permite intervenções no estilo de vida que podem reverter ou retardar a progressão da doença, evitando complicações graves como a esteato-hepatite e a cirrose. O manejo da obesidade infantil e da síndrome metabólica exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo nutricionistas, educadores físicos e psicólogos, além do acompanhamento médico. A intervenção precoce é fundamental para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dessas crianças, prevenindo as comorbidades associadas à obesidade e à síndrome metabólica.
Obesidade, histórico familiar de diabetes tipo 2 ou doença cardiovascular precoce, sedentarismo e dieta inadequada são os principais fatores de risco.
O rastreamento deve ser considerado em crianças obesas ou com sobrepeso e fatores de risco, utilizando ultrassonografia hepática e dosagem de enzimas hepáticas (ALT, AST).
Pode progredir para esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), fibrose, cirrose e, em casos raros, insuficiência hepática, além de aumentar o risco cardiovascular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo