HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Adolescente de 12 anos, sexo feminino, comparece à consulta de rotina com pediatra. Apresenta desenvolvimento puberal em estágio M3P3 de Tanner e IMC representado no gráfico a seguir.Considerando a avaliação nutricional dessa paciente, a conduta adequada é:
Obesidade grave em adolescente → Rastrear DGNAF com USG abdominal.
Adolescentes com obesidade grave (IMC > P97) têm alto risco de desenvolver doença gordurosa não alcoólica do fígado (DGNAF). A ultrassonografia abdominal é um método de rastreio não invasivo e acessível para identificar esteatose hepática nesses pacientes, mesmo na ausência de sintomas.
A obesidade na adolescência é uma condição de saúde pública crescente, associada a uma série de comorbidades que podem impactar significativamente a qualidade de vida e a saúde a longo prazo. Entre as complicações mais relevantes e frequentemente subdiagnosticadas está a Doença Gordurosa Não Alcoólica do Fígado (DGNAF), que pode progredir para esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), fibrose, cirrose e, em casos raros, carcinoma hepatocelular. A fisiopatologia da DGNAF está intimamente ligada à resistência à insulina e ao acúmulo de triglicerídeos nos hepatócitos, um processo exacerbado pela obesidade. O diagnóstico precoce é crucial, pois a doença é geralmente assintomática em seus estágios iniciais. Em adolescentes com obesidade, especialmente aqueles com IMC acima do percentil 97, o rastreio ativo para DGNAF é recomendado. A ultrassonografia abdominal é o método de imagem de primeira linha para rastrear a esteatose hepática devido à sua natureza não invasiva, acessibilidade e ausência de radiação. Embora não seja capaz de diferenciar esteatose simples de EHNA, sua positividade indica a necessidade de acompanhamento e intervenções para perda de peso e mudança de estilo de vida, que são a base do tratamento da DGNAF. Outras investigações, como exames laboratoriais (enzimas hepáticas, perfil lipídico, glicemia) e, em casos selecionados, biópsia hepática, podem ser necessárias para estadiamento e manejo.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2, dislipidemia e síndrome metabólica. A obesidade é o mais prevalente.
A ultrassonografia abdominal é indicada para rastreio de DGNAF em adolescentes com obesidade (IMC > P95 ou P97, dependendo da curva), especialmente se houver outros fatores de risco ou elevação de enzimas hepáticas.
Além da DGNAF, outras complicações a serem rastreadas incluem dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, síndrome dos ovários policísticos (em meninas), apneia do sono e problemas ortopédicos.
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