UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
O curso clínico da forma HbSS da doença falciforme geralmente é:
A forma HbSS da doença falciforme é a mais grave, com curso clínico de múltiplas complicações.
A doença falciforme na sua forma homozigótica (HbSS) é a apresentação mais grave da doença, caracterizada por anemia hemolítica crônica e crises vaso-oclusivas frequentes, levando a danos orgânicos múltiplos e redução da expectativa de vida.
A doença falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária autossômica recessiva, caracterizada pela produção de hemoglobina S (HbS), que polimeriza sob condições de baixa oxigenação, deformando os eritrócitos em forma de foice. Essa alteração leva à hemólise crônica e à oclusão de pequenos vasos sanguíneos, resultando em isquemia e infarto tecidual. A forma HbSS é a mais comum e grave da doença. O curso clínico da doença falciforme HbSS é tipicamente grave, manifestando-se desde a infância com uma ampla gama de complicações. Os pacientes sofrem de anemia hemolítica crônica e episódios recorrentes de crises vaso-oclusivas dolorosas, que podem afetar qualquer órgão. A gravidade se deve à alta concentração de HbS e à ausência de hemoglobina A normal. As complicações incluem crises álgicas, síndrome torácica aguda, acidente vascular cerebral, necrose avascular óssea, priapismo, úlceras de perna e disfunção orgânica progressiva. O manejo é multidisciplinar e visa prevenir crises, controlar a dor, tratar infecções e monitorar as complicações, com terapias como hidroxiureia, transfusões sanguíneas e, em casos selecionados, transplante de medula óssea.
A forma HbSS é caracterizada por anemia hemolítica crônica, icterícia, esplenomegalia (na infância, seguida de autoesplenectomia funcional), e crises vaso-oclusivas dolorosas que afetam múltiplos órgãos, como ossos, pulmões e cérebro.
A forma HbSS é a homozigótica, onde o paciente herda dois genes S, resultando na produção exclusiva de hemoglobina S. Isso leva à polimerização mais intensa da HbS, maior falcização dos eritrócitos e, consequentemente, a crises vaso-oclusivas mais frequentes e graves, com danos orgânicos progressivos.
As complicações mais sérias incluem crises vaso-oclusivas graves, síndrome torácica aguda, acidente vascular cerebral, necrose avascular óssea, priapismo, úlceras de perna, hipertensão pulmonar e insuficiência renal crônica.
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