UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Uma criança de dois anos, portadora de doença falciforme, é atendida na unidade de pronto atendimento com quadro de febre iniciada há 36 horas, sem outros sintomas associados. O exame físico não apresenta alterações além da temperatura de 38,9 ºC. A conduta será:
Criança < 5 anos com Doença Falciforme + Febre → Emergência! Internar + ATB parenteral empírica imediata.
Crianças com doença falciforme, especialmente menores de 5 anos, têm alto risco de sepse grave por bactérias encapsuladas (principalmente pneumococo) devido à esplenia funcional. Febre sem foco aparente é uma emergência e exige internação e antibioticoterapia parenteral imediata, mesmo antes dos resultados de culturas.
A doença falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária que predispõe os pacientes a diversas complicações, sendo as infecções bacterianas graves uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente na infância. A esplenia funcional, característica da doença, compromete a capacidade do sistema imunológico de combater bactérias encapsuladas, tornando a febre um sinal de alarme que exige intervenção imediata. Em crianças com doença falciforme, qualquer episódio febril, mesmo sem foco aparente, deve ser tratado como uma emergência médica. A conduta padrão inclui a internação hospitalar para observação e investigação, além do início precoce de antibioticoterapia parenteral de amplo espectro. Essa abordagem empírica é crucial para cobrir os patógenos mais comuns, como o pneumococo, e deve ser iniciada após a coleta de culturas, sem aguardar seus resultados, devido à rápida progressão da sepse nesses pacientes. O manejo da febre em pacientes falciformes é um tópico de grande importância para residentes de pediatria e emergência. A educação dos pais sobre a gravidade da febre e a necessidade de procurar atendimento médico imediato é fundamental. Além do tratamento agudo, a profilaxia com penicilina e a vacinação completa (incluindo vacinas antipneumocócicas e anti-Haemophilus influenzae tipo b) são medidas preventivas essenciais para reduzir o risco de infecções graves nesta população vulnerável.
Crianças com doença falciforme, especialmente menores de 5 anos, apresentam esplenia funcional, o que as torna altamente suscetíveis a infecções graves e fulminantes por bactérias encapsuladas, como o Streptococcus pneumoniae. A febre pode ser o único sinal de sepse, uma condição com alta mortalidade se não tratada rapidamente.
A conduta inicial é a internação hospitalar imediata, coleta de exames complementares como hemograma, hemocultura, urocultura e radiografia de tórax, e início de antibioticoterapia parenteral de amplo espectro (ex: ceftriaxona) sem aguardar os resultados das culturas, devido ao alto risco de sepse.
As bactérias mais comuns são as encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae tipo b e Salmonella spp. A vacinação contra pneumococo e H. influenzae é crucial para a prevenção, mas não elimina completamente o risco.
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