SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
A respeito das doenças falciformes na pediatria, assinale a alternativa correta.
Sequestro esplênico = anemia aguda + esplenomegalia súbita → risco choque/óbito.
O sequestro esplênico agudo é uma complicação grave da doença falciforme em crianças pequenas, caracterizado por anemia súbita e esplenomegalia, podendo levar rapidamente ao choque hipovolêmico e óbito se não tratado.
As doenças falciformes representam um grupo de hemoglobinopatias genéticas autossômicas recessivas, caracterizadas pela presença da hemoglobina S (HbS), que polimeriza em condições de baixa oxigenação, deformando os eritrócitos em forma de foice. Essa alteração leva à hemólise crônica e a fenômenos vaso-oclusivos, com múltiplas complicações sistêmicas. Na pediatria, o diagnóstico precoce via triagem neonatal é fundamental. A fisiopatologia central envolve a oclusão de pequenos vasos sanguíneos pelos eritrócitos falcizados, causando isquemia e dor (crises vaso-oclusivas). O sequestro esplênico agudo é uma complicação grave e potencialmente fatal em crianças pequenas (<5 anos), onde o baço retém grande volume de sangue, levando a anemia aguda e choque hipovolêmico. O manejo das doenças falciformes é complexo e multidisciplinar, incluindo profilaxia de infecções (penicilina, vacinas), hidratação, analgesia para crises de dor, transfusões sanguíneas e, em casos específicos, hidroxiureia. O reconhecimento e tratamento rápido de complicações como o sequestro esplênico são cruciais para a sobrevida do paciente pediátrico.
As manifestações incluem crises vaso-oclusivas (dor), dactilite (inchaço doloroso de mãos e pés em lactentes), anemia crônica, sequestro esplênico, síndrome torácica aguda e risco aumentado de infecções.
A triagem neonatal permite o diagnóstico precoce da doença falciforme, possibilitando o início da profilaxia de infecções (penicilina) e vacinações específicas, o que reduz significativamente a morbidade e mortalidade infantil.
A doença falciforme é uma doença autossômica recessiva. Para que uma criança seja afetada, ela deve herdar um gene da hemoglobina S de cada um dos pais.
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