HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Escolar de 7 anos, com diagnóstico de doença falciforme, apresenta febre há 12 horas e é levado pela mãe para atendimento médico. O conjunto de dados clínicos e laboratoriais associados ao risco de bacteremia e maior letalidade é:
Falciforme + Febre + Sinais de gravidade (Febre > 40ºC, PAS < 80 mmHg, Leucócitos > 30000) = Alto risco de sepse/bacteremia.
Pacientes com doença falciforme são imunocomprometidos funcionalmente (asplenia funcional), tornando-os altamente suscetíveis a infecções bacterianas graves. Febre é uma emergência e, na presença de sinais de gravidade como febre alta, hipotensão e leucocitose extrema, o risco de bacteremia e letalidade é significativamente elevado.
A doença falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária que afeta milhões de pessoas globalmente, caracterizada pela produção de hemoglobina S. Pacientes com doença falciforme são particularmente vulneráveis a infecções bacterianas graves, principalmente devido à asplenia funcional que se desenvolve precocemente na vida, comprometendo a capacidade de combater patógenos encapsulados. A fisiopatologia da asplenia funcional resulta de infartos esplênicos repetidos, levando à fibrose e perda da função do baço. Isso predispõe a infecções por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Salmonella spp. A febre em um paciente falciforme deve ser sempre encarada como uma emergência médica, com necessidade de avaliação e tratamento antibiótico empírico imediato. O manejo da febre em doença falciforme exige uma avaliação rápida para identificar sinais de gravidade. Parâmetros como febre acima de 40ºC, hipotensão arterial, leucocitose ou leucopenia extremas, e sinais de choque são preditores de bacteremia e maior letalidade. A conduta inclui coleta de culturas, início de antibioticoterapia de amplo espectro (geralmente ceftriaxona ou cefotaxima) e suporte hemodinâmico, se necessário, para prevenir a progressão para sepse grave e óbito.
A febre é uma emergência devido à asplenia funcional que esses pacientes desenvolvem, tornando-os altamente suscetíveis a infecções bacterianas graves, especialmente por germes encapsulados, que podem evoluir rapidamente para sepse e óbito.
Os principais patógenos são bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Salmonella spp. A vacinação e a profilaxia com penicilina são cruciais para reduzir esse risco.
Sinais como febre muito alta (>40ºC), hipotensão (PAS < 80 mmHg), taquicardia, taquipneia, enchimento capilar prolongado, leucocitose ou leucopenia extremas, e acidose metabólica são indicativos de sepse grave e alto risco de letalidade.
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