Manifestações Oculares da Doença de Fabry

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006

Enunciado

É doença metabólica associada à formação de catarata:

Alternativas

  1. A) Síndrome de Millard-Gubler
  2. B) Enfermidade de Fabry
  3. C) Síndrome de Sturge-Weber
  4. D) Síndrome de Cogan-Reese

Pérola Clínica

Fabry = Córnea verticillata + Catarata subcapsular posterior em 'raios de roda'.

Resumo-Chave

A Doença de Fabry é um distúrbio de depósito lisossômico ligado ao X que causa opacidades cristalinianas características e alterações vasculares retinianas devido ao acúmulo de globotriaosilceramida.

Contexto Educacional

A Doença de Fabry representa um modelo clássico de como doenças sistêmicas metabólicas podem ser diagnosticadas através do exame oftalmológico. O acúmulo de globotriaosilceramida (Gb3) nos vasos e tecidos oculares serve como um 'espelho' do que ocorre nos rins e no coração. Para o residente, é crucial diferenciar as causas de catarata metabólica: enquanto a Galactosemia causa a catarata em 'gota de óleo', a Doença de Fabry apresenta os 'raios de roda'. Além disso, a presença de córnea verticillata em um paciente que não faz uso de amiodarona ou cloroquina deve sempre levantar a suspeita clínica de Fabry, exigindo investigação enzimática e genética imediata.

Perguntas Frequentes

O que é a Doença de Fabry e como ela afeta o olho?

A Doença de Fabry é uma doença de depósito lisossômico hereditária, causada pela deficiência da enzima alfa-galactosidase A. Isso leva ao acúmulo de glicoesfingolípides em diversos tecidos. No olho, as manifestações mais comuns são a córnea verticillata (depósitos epiteliais em redemoinho), tortuosidade vascular conjuntival e retiniana, e uma catarata metabólica específica.

Como é a catarata característica da Doença de Fabry?

A catarata na Doença de Fabry é tipicamente subcapsular posterior, apresentando-se com opacidades esbranquiçadas lineares que se irradiam do centro, assemelhando-se aos raios de uma roda (catarata em 'raios de roda'). Embora raramente cause perda visual grave por si só, é um marcador sistêmico importante da progressão da doença.

Quais outras síndromes citadas não são metabólicas?

A Síndrome de Sturge-Weber é uma facomatose (doença neurocutânea) caracterizada por manchas vinho do porto e angiomas, associada a glaucoma, mas não a catarata metabólica. A Síndrome de Millard-Gubler é uma síndrome do tronco encefálico (ponte). A Síndrome de Cogan-Reese faz parte do espectro da síndrome iridocorneana endotelial (ICE), causando alterações na íris e glaucoma secundário.

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