CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Com relação à doença enxerto versus hospedeiro (GVHD), é correto afirmar:
GVHD crônico ocular → infiltração de linfócitos T nas glândulas lacrimais e fibrose conjuntival.
A manifestação ocular do GVHD é predominantemente crônica, caracterizada por olho seco severo devido à infiltração linfocitária T e destruição das glândulas lacrimais.
A Doença Enxerto Contra Hospedeiro (GVHD) é uma complicação imunológica grave do transplante de células-tronco hematopoiéticas halogênico, onde células T do doador atacam tecidos do receptor. No olho, o alvo principal é a unidade funcional lacrimal. O diagnóstico precoce e o manejo agressivo da superfície ocular são cruciais para prevenir a perda visual por perfuração corneana ou opacificação cicatricial. O tratamento envolve imunossupressão sistêmica e terapias tópicas como ciclosporina, soro autólogo e lentes de contato esclerais.
A principal causa é a infiltração de linfócitos T nas glândulas lacrimais, o que leva a um processo inflamatório crônico, destruição acinar e subsequente fibrose glandular. Isso resulta em uma deficiência aquosa severa, mimetizando o quadro clínico da Síndrome de Sjögren, mas com um componente cicatricial conjuntival mais acentuado em casos graves.
Não, a acetilcisteína a 10% é frequentemente utilizada como agente mucolítico para tratar a ceratite filamentar, uma complicação comum do olho seco severo no GVHD. Ela ajuda a dissolver os filamentos de muco que aderem ao epitélio corneano, reduzindo o desconforto e o risco de erosões, não sendo considerada tóxica a ponto de contraindicação absoluta.
Embora possam ocorrer na fase aguda (geralmente como conjuntivite pseudomembranosa), as manifestações oculares são significativamente mais frequentes e graves na fase crônica (após 100 dias do transplante), afetando a maioria dos pacientes que desenvolvem a forma sistêmica crônica da doença.
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