Doença Diverticular dos Cólons: Diagnóstico e Manejo da Diverticulite

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

Em relação à Doença Diverticular dos Colons (DDC) , assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A doença diverticular pode ocorrer em todo o cólon, porém a região mais frequentemente acometida é o sigmóide e raramente há doença abaixo da reflexão peritoneal.
  2. B) Estima-se que 10-25 % dos pacientes com diverticulose cólica evoluirão com diverticulite.
  3. C) A cirurgia eletiva não é mandatória após diverticulite complicada ou que evoluiu com fístula ou estenose.
  4. D) A tomografia computadorizada (TC) é o melhor exame diagnóstico.
  5. E) O tratamento da diverticulite aguda não complicada é clínico e pode ser ambulatorial com dieta rica em fibras e antibioticoterapia oral de amplo espectro.

Pérola Clínica

Diverticulite complicada (fístula, estenose, abscesso) → Cirurgia eletiva é frequentemente MANDATÓRIA, não opcional.

Resumo-Chave

A diverticulite complicada, que inclui fístulas, estenoses ou perfurações, geralmente requer intervenção cirúrgica eletiva após a fase aguda para prevenir recorrências e complicações graves, tornando a afirmação de que a cirurgia não é mandatória incorreta.

Contexto Educacional

A Doença Diverticular dos Cólons (DDC) é uma condição comum, especialmente em idosos, caracterizada pela presença de divertículos na parede do cólon. A maioria dos pacientes com diverticulose (presença de divertículos sem inflamação) é assintomática, mas uma parcela significativa (10-25%) pode desenvolver diverticulite, que é a inflamação de um ou mais divertículos. A região mais comumente afetada é o cólon sigmoide, e a doença raramente se estende abaixo da reflexão peritoneal. O diagnóstico da diverticulite aguda é primariamente clínico, baseado em dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre e leucocitose. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é o melhor exame para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e identificar complicações como abscesso, perfuração, fístula ou estenose. A TC é crucial para diferenciar a diverticulite de outras condições com sintomas semelhantes. O tratamento da diverticulite aguda não complicada é geralmente clínico e pode ser ambulatorial, envolvendo repouso intestinal (dieta líquida ou branda), hidratação e antibioticoterapia oral de amplo espectro. No entanto, a diverticulite complicada (com abscesso, perfuração, fístula ou estenose) exige uma abordagem mais agressiva, muitas vezes com internação hospitalar, antibioticoterapia intravenosa e, em muitos casos, intervenção cirúrgica. A cirurgia eletiva após um episódio de diverticulite complicada ou recorrente é frequentemente mandatória para prevenir futuras complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente, contrariando a ideia de que não é obrigatória.

Perguntas Frequentes

Qual a região do cólon mais afetada pela doença diverticular?

A região mais frequentemente acometida pela doença diverticular é o cólon sigmoide, especialmente em populações ocidentais, embora possa ocorrer em qualquer parte do cólon.

Quando a cirurgia eletiva é indicada após um episódio de diverticulite?

A cirurgia eletiva é frequentemente indicada após diverticulite complicada (com fístula, estenose, perfuração ou abscesso não drenável) ou em casos de diverticulite recorrente, especialmente se houver fatores de risco ou imunossupressão.

Qual o papel da tomografia computadorizada no diagnóstico da diverticulite aguda?

A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico da diverticulite aguda, permitindo avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações e guiar o tratamento.

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