Doença Diverticular dos Cólons: Fístulas e Complicações

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020

Enunciado

Com relação à Doença Diverticular dos Cólons, assinale a opção CORRETA:

Alternativas

  1. A) O tratamento laparoscópico da diverticulite é contraindicado.
  2. B) A passagem de urina para o reto é extremamente comum na complicação com fístula colovesical.
  3. C) Em pacientes com diverticulite classificada à TC como Hinchey II a primeira conduta é a retossigmoidectomia a Hartmann.
  4. D) A fístula enterocutânea é uma das fístulas mais comuns em diverticulite complicada.
  5. E) A presença do útero parece ser proteção contra fístula colovaginal.

Pérola Clínica

Útero pode conferir proteção contra fístula colovaginal em doença diverticular.

Resumo-Chave

A presença do útero, ao interpor-se entre o cólon sigmoide e a vagina, pode atuar como uma barreira física, reduzindo a chance de formação de uma fístula colovaginal em casos de diverticulite complicada. Esta é uma particularidade anatômica que influencia a epidemiologia das fístulas.

Contexto Educacional

A doença diverticular dos cólons é uma condição comum, especialmente em populações ocidentais, caracterizada pela formação de saculações na parede do cólon. A diverticulite ocorre quando um ou mais divertículos inflamam, podendo levar a complicações como abscesso, perfuração, obstrução e formação de fístulas. As fístulas são comunicações anormais entre o cólon e outro órgão, sendo a colovesical (para a bexiga) a mais comum, manifestando-se com pneumatúria e fecalúria. A classificação de Hinchey é utilizada para estadiar a gravidade da diverticulite aguda, guiando a conduta terapêutica. Hinchey I refere-se a abscesso pericólico, Hinchey II a abscesso pélvico ou à distância, Hinchey III a peritonite purulenta e Hinchey IV a peritonite fecal. O tratamento da diverticulite não complicada é geralmente clínico, enquanto as formas complicadas podem exigir drenagem percutânea ou cirurgia. A retossigmoidectomia a Hartmann é uma abordagem cirúrgica para casos graves, envolvendo ressecção do segmento afetado e colostomia temporária. A fístula colovaginal é uma complicação menos comum da diverticulite, e a presença do útero parece conferir uma proteção anatômica contra sua formação, interpondo-se entre o cólon sigmoide e a vagina. Para residentes, é essencial compreender a fisiopatologia, a classificação e as opções de tratamento para a doença diverticular e suas complicações, a fim de manejar adequadamente esses pacientes, desde a terapia conservadora até as intervenções cirúrgicas complexas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas de uma fístula colovesical em diverticulite?

A fístula colovesical, uma complicação comum da diverticulite, manifesta-se por pneumatúria (passagem de gases na urina), fecalúria (passagem de fezes na urina) e infecções do trato urinário recorrentes.

Quando a cirurgia de Hartmann é indicada na diverticulite?

A retossigmoidectomia a Hartmann é uma cirurgia de emergência indicada em casos de diverticulite complicada com peritonite purulenta ou fecal (Hinchey III e IV), ou em pacientes instáveis com Hinchey II, visando controlar a infecção e a sepse.

Por que a presença do útero pode proteger contra fístulas colovaginais?

O útero, anatomicamente localizado entre o cólon sigmoide e a vagina, pode atuar como uma barreira física, dificultando a formação de um trajeto fistuloso direto entre o cólon inflamado e a vagina em casos de diverticulite.

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