HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Paciente de 60 anos de idade dá entrada no pronto socorro com hemorragia digestiva baixa. O cirurgião deve pensar como principal hipótese diagnóstica:
HDB em idoso > 60 anos → Doença diverticular de cólon é a principal causa.
A doença diverticular é a causa mais comum de hemorragia digestiva baixa em pacientes idosos, sendo geralmente autolimitada. O sangramento ocorre devido à ruptura de vasos sanguíneos na base dos divertículos.
A hemorragia digestiva baixa (HDB) é definida como sangramento originado distalmente ao ligamento de Treitz, sendo uma condição comum e potencialmente grave, especialmente em idosos. A doença diverticular do cólon é a principal etiologia em pacientes com mais de 60 anos, representando cerca de 30-50% dos casos. É crucial para o residente reconhecer a epidemiologia e a apresentação clínica para um manejo adequado. A fisiopatologia do sangramento diverticular envolve a ruptura de vasos sanguíneos que penetram a parede do cólon na base dos divertículos, que são herniações da mucosa e submucosa através da camada muscular. O diagnóstico é feito após estabilização do paciente, geralmente por colonoscopia, que permite identificar o local do sangramento e realizar hemostasia. Angiotomografia ou arteriografia podem ser necessárias em sangramentos ativos e maciços. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica. A maioria dos sangramentos diverticulares é autolimitada. No entanto, em casos de sangramento persistente ou recorrente, opções incluem colonoscopia terapêutica (injeção de epinefrina, clipagem, coagulação), embolização arterial seletiva ou, em último caso, colectomia cirúrgica.
Em idosos, a doença diverticular é a causa mais comum, seguida por angiodisplasias, neoplasias colorretais e isquemia mesentérica, que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.
O sangramento diverticular é tipicamente indolor, de início súbito e pode ser maciço, enquanto outras causas como colite isquêmica ou neoplasias podem cursar com dor abdominal associada ou sangramento mais insidioso.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, com acesso venoso calibroso, reposição volêmica e transfusão sanguínea se necessário, seguida de investigação diagnóstica para identificar a fonte do sangramento.
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