Doença Diverticular: Manejo de Infecção e Supercrescimento

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021

Enunciado

A doença diverticular pode ser definida como qualquer estado clínico causado por sintomas relacionados aos divertículos eólicos e inclui um amplo espectro que abrange desde a doença assintomática até a grave e complicada. Com relação a doença diverticular, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Uma revisão Cochrane recente registrou que as taxas de diverticulite aguda recorrente diminuíram com o uso de mesalazina, um medicamento anti-inflamatório, que inibe alguns dos principais aspectos da cascata inflamatória e tem uma atividade antioxidante intrínseca.
  2. B) Os probióticos, como os Lactobacillus e a Escherichia coli não patogênica, têm sido usados para promover a diminuição dos sintomas e prolongar a remissão da doença diverticular não complicada, com evidências científicas fortes e robustas.
  3. C) A diverticulose assintomática descoberta acidentalmente requer tratamento com mesalazina.
  4. D) Uma dieta rica em resíduos reduz a frequência e o volume de fezes, prolongando o tempo do trânsito intestinal, apresentando indicação para a maioria dos casos de doença diverticular.
  5. E) Se houver evidências de infecção e/ou suspeita de supercrescimento bacteriano, podese iniciar o uso de um antibiótico de amplo espectro cobrindo bactérias aeróbias e anaeróbias Gram-positivas e Gram-negativas, embora haja o risco de induzir colite pseudomembranosa.

Pérola Clínica

Doença diverticular: em infecção/supercrescimento bacteriano, ATB de amplo espectro é indicado.

Resumo-Chave

A alternativa correta aborda a conduta em casos de infecção ou supercrescimento bacteriano na doença diverticular, onde o uso de antibióticos de amplo espectro é apropriado, cobrindo aeróbios e anaeróbios Gram-positivos e Gram-negativos, apesar do risco de colite pseudomembranosa.

Contexto Educacional

A doença diverticular do cólon é uma condição comum, cuja prevalência aumenta com a idade. Ela abrange desde a diverticulose assintomática até quadros graves de diverticulite complicada. A compreensão de seu manejo é crucial para residentes, pois a conduta varia significativamente dependendo da apresentação clínica. A diverticulose assintomática geralmente não requer tratamento específico, e a dieta rica em resíduos é recomendada para aumentar o volume fecal e reduzir o tempo de trânsito intestinal, o oposto do que a alternativa D sugere. No contexto de infecção ou supercrescimento bacteriano associado à doença diverticular, a terapia antibiótica de amplo espectro é uma pedra angular do tratamento. Essa abordagem visa cobrir a flora mista, incluindo bactérias aeróbias e anaeróbias Gram-positivas e Gram-negativas, que são comumente encontradas nesses quadros. É importante estar ciente do risco de complicações, como a colite pseudomembranosa, associada ao uso de antibióticos. A mesalazina e os probióticos têm sido investigados para o tratamento da doença diverticular, mas as evidências atuais não são conclusivas para seu uso rotineiro na prevenção de recorrências ou no tratamento da doença não complicada. Residentes devem focar nas diretrizes baseadas em evidências para o manejo da doença diverticular, priorizando a terapia antibiótica adequada em casos de infecção e a dieta rica em fibras para a prevenção e manejo da diverticulose.

Perguntas Frequentes

Quando são indicados antibióticos na doença diverticular?

Antibióticos de amplo espectro são indicados na doença diverticular quando há evidência de infecção ou suspeita de supercrescimento bacteriano, cobrindo aeróbios e anaeróbios Gram-positivos e Gram-negativos.

Qual o papel da mesalazina na doença diverticular?

A mesalazina tem sido estudada para a doença diverticular, mas revisões recentes não demonstraram evidências robustas de que diminua as taxas de diverticulite aguda recorrente.

Probióticos são eficazes para a doença diverticular?

Embora os probióticos sejam usados, as evidências científicas para promover a diminuição dos sintomas e prolongar a remissão da doença diverticular não complicada ainda não são consideradas fortes e robustas.

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