Doença de Crohn: Tratamento com Metotrexato e Azatioprina

UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020

Enunciado

Na Doença de Crohn (DC) nos casos em que não há resposta inicial com o uso em doses adequadas de azatioprina, recomenda-se a associação de azatioprina mais alopurinol. Assim, está correto que:

Alternativas

  1. A) Alternativamente, caso o médico assistente prefira ou o paciente cortiço dependente tenha história de efeito adverso ou hipersensibilidade à azatioprina, pode-se usar metotrexato por via intramuscular (IM semanal).
  2. B) Alternativamente, caso o médico assistente prefira ou o paciente cortiço dependente tenha história de efeito adverso ou hipersensibilidade à azatioprina, pode-se usar metotrexato por via intramuscular (IM mensal).
  3. C) Alternativamente, caso o médico assistente prefira ou o paciente cortiço dependente tenha história de efeito adverso ou hipersensibilidade à azatioprina, pode-se usar metotrexato por via EV quinzenal.
  4. D) Alternativamente, caso o médico assistente prefira ou o paciente cortiço dependente não tenha história de efeito adverso ou hipersensibilidade à azatioprina, pode-se usar metotrexato por via intramuscular (IM semanal).

Pérola Clínica

DC: Azatioprina + Alopurinol para não respondedores; Metotrexato IM semanal alternativa para intolerância à azatioprina.

Resumo-Chave

Em pacientes com Doença de Crohn que não respondem à azatioprina ou são cortico-dependentes e intolerantes a ela, o metotrexato intramuscular semanal é uma alternativa eficaz. A combinação de azatioprina e alopurinol visa otimizar a metabolização da azatioprina, aumentando a eficácia e reduzindo toxicidade.

Contexto Educacional

A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que requer manejo complexo, frequentemente envolvendo imunomoduladores. A azatioprina é um dos pilares do tratamento, mas nem todos os pacientes respondem adequadamente ou a toleram. A otimização da terapia com azatioprina pode incluir a associação com alopurinol, que altera seu metabolismo, aumentando a formação de metabólitos terapêuticos e reduzindo os tóxicos, melhorando a resposta e diminuindo efeitos adversos. Para pacientes cortico-dependentes ou com intolerância/hipersensibilidade à azatioprina, o metotrexato surge como uma alternativa importante. Ele é um imunossupressor que age inibindo a diidrofolato redutase, interferindo na síntese de DNA e proliferação celular. Sua administração semanal, geralmente por via intramuscular ou subcutânea, é crucial para a eficácia e para minimizar a toxicidade. É fundamental que residentes compreendam as nuances do tratamento da DC, incluindo as indicações e particularidades de cada imunomodulador. A escolha terapêutica deve considerar a resposta prévia, tolerância, comorbidades e o perfil de segurança dos medicamentos, visando o controle da inflamação e a remissão da doença.

Perguntas Frequentes

Quando considerar metotrexato na Doença de Crohn?

O metotrexato é considerado em pacientes com Doença de Crohn que são intolerantes ou não respondem à azatioprina, especialmente em casos de cortico-dependência.

Qual a dose e via do metotrexato para Doença de Crohn?

A dose usual é de 15-25 mg por semana, administrada por via intramuscular ou subcutânea, para otimizar a absorção e eficácia.

Por que associar alopurinol à azatioprina na Doença de Crohn?

A associação de alopurinol com azatioprina é utilizada para modular o metabolismo da azatioprina, aumentando os níveis de metabólitos ativos (6-TGN) e reduzindo os tóxicos (6-MMP), melhorando a eficácia e tolerabilidade.

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