FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente com doença de Crohn, diagnosticado há cinco anos, estava em remissão com uso de mesalazina e azatioprina. No último mês, ele tem apresentado crises de diarreia mucossanguinolenta, desidratação e dor abdominal. O exame de colonoscopia mostrava doença em ileo terminal e ceco em atividade. PCR e VHS apresentaram‑se aumentados. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que a conduta recomendada será
Recaída de Crohn em terapia otimizada → Corticoide para indução de remissão, seguido de terapia biológica para manutenção.
Pacientes com Doença de Crohn em remissão que apresentam recaída com sinais de atividade inflamatória e falha à terapia convencional (mesalazina e azatioprina) necessitam de intensificação do tratamento. A indução da remissão é feita com corticosteroides, e a manutenção com terapia biológica é a próxima etapa para evitar novas exacerbações.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. O manejo visa induzir e manter a remissão, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. Pacientes em remissão que apresentam recaída, especialmente com marcadores inflamatórios elevados e evidência endoscópica de atividade, indicam falha da terapia de manutenção atual. Nesses casos, a estratégia inicial é controlar a inflamação aguda. Corticosteroides sistêmicos (como prednisona ou metilprednisolona) são a escolha primária para induzir a remissão rapidamente. No entanto, devido aos seus efeitos adversos a longo prazo, não devem ser usados para manutenção. Após a indução da remissão com corticosteroides, é crucial introduzir uma terapia de manutenção mais potente para prevenir novas recaídas. A terapia biológica, que inclui agentes anti-TNF (infliximabe, adalimumabe), anti-integrinas (vedolizumabe) ou inibidores de IL-12/23 (ustequinumabe), é a próxima etapa para pacientes que falharam à terapia imunomoduladora convencional. A escolha do agente biológico depende de fatores como gravidade da doença, localização e experiência prévia do paciente.
Sinais de atividade incluem dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre, sangramento retal, e elevação de marcadores inflamatórios como PCR e VHS.
A terapia biológica é indicada para pacientes com doença moderada a grave que não respondem ou perdem a resposta aos imunomoduladores convencionais (como azatioprina) ou corticosteroides.
Corticosteroides são eficazes na indução da remissão em fases agudas da doença, mas não são recomendados para manutenção devido aos seus efeitos colaterais a longo prazo.
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