Doença de Crohn Grave: Manejo e Terapia Corticosteroide

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

Na doença de Crohn (DC) com atividade inflamatória intestinal grave a fulminante os pacientes serão tratados preferencialmente em hospitais terciários. Está inadequado apenas que:

Alternativas

  1. A) Devem receber hidratação, transfusões e suporte nutricional, se clinicamente indicados.
  2. B) A avaliação cirúrgica será solicitada se houver suspeita de obstrução.
  3. C) Inicia-se o tratamento com hidrocortisona, IV, na dose de 100 mg, de 8/8 h, se não houver contraindicação.
  4. D) Caso ocorra a piora clínica e a retomada da via oral, pode-se substituir o corticosteroide IV por 40 a 60 mg de prednisona, por via oral (VO, passando, então, os pacientes a serem tratados da mesma forma que os com doença moderada a grave.

Pérola Clínica

Doença de Crohn grave/fulminante: hidrocortisona IV 100mg 8/8h. NÃO substituir IV por VO se piora clínica.

Resumo-Chave

O tratamento da Doença de Crohn com atividade inflamatória grave a fulminante requer internação hospitalar e terapia intensiva, incluindo hidratação, suporte nutricional e corticosteroides intravenosos. A substituição precoce ou inadequada para via oral pode ser prejudicial se houver piora clínica.

Contexto Educacional

A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode apresentar-se com diferentes graus de atividade. A forma grave a fulminante representa um desafio terapêutico significativo, exigindo internação hospitalar e manejo intensivo para controlar a inflamação, prevenir complicações e estabilizar o paciente. O reconhecimento precoce da gravidade é crucial para o prognóstico. O tratamento inicial para DC grave a fulminante inclui medidas de suporte como hidratação intravenosa, correção de distúrbios eletrolíticos, transfusões sanguíneas se houver anemia significativa, e suporte nutricional (enteral ou parenteral) para combater a desnutrição. A terapia medicamentosa de primeira linha geralmente envolve corticosteroides intravenosos, como a hidrocortisona na dose de 100 mg a cada 8 horas, para induzir a remissão da inflamação aguda. A transição da terapia intravenosa para oral deve ser cuidadosamente avaliada. A opção D está inadequada porque, em caso de piora clínica, a substituição do corticosteroide IV por VO não é recomendada; pelo contrário, a via intravenosa deve ser mantida ou reintroduzida. A via oral só é considerada após melhora clínica sustentada e estabilização do paciente, com posterior redução gradual da dose para evitar recaídas. A avaliação cirúrgica é sempre uma consideração importante em casos de complicações como obstrução ou falha terapêutica.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para pacientes com Doença de Crohn grave a fulminante?

Pacientes com Doença de Crohn grave a fulminante devem ser tratados em hospitais terciários, recebendo hidratação, transfusões, suporte nutricional e corticosteroides intravenosos, como hidrocortisona 100 mg IV 8/8h.

Quando a avaliação cirúrgica é indicada na Doença de Crohn grave?

A avaliação cirúrgica é solicitada se houver suspeita de obstrução, perfuração, megacólon tóxico ou falha no tratamento clínico intensivo.

Por que a substituição do corticosteroide IV para VO deve ser cautelosa na Doença de Crohn grave?

A substituição para via oral deve ser feita apenas após melhora clínica significativa e estabilização, pois a piora clínica ou a má absorção intestinal podem tornar a dose oral ineficaz, necessitando a manutenção da via intravenosa.

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