HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Considerando o tema doença inflamatória intestinal no período fértil e a possibilidade de complicações na gestação e no parto, é CORRETO afirmar:
Doença de Crohn ativa ou com lesões perineais → maior risco de complicações no parto vaginal.
Pacientes com Doença de Crohn, especialmente aquelas com doença perianal ativa ou histórico de cirurgia perianal, podem ter um risco aumentado de complicações no parto vaginal, como deiscência de ferida ou fístulas, justificando a consideração de parto cesariano.
A Doença Inflamatória Intestinal (DII), que inclui a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, afeta principalmente mulheres em idade fértil, tornando o manejo na gestação um tópico de grande relevância clínica. A atividade da doença no momento da concepção e durante a gravidez é o principal preditor de desfechos gestacionais adversos, como parto prematuro e baixo peso ao nascer. Portanto, o planejamento da gravidez durante um período de remissão é fundamental. O diagnóstico e acompanhamento da DII na gestação exigem uma abordagem multidisciplinar. A fisiopatologia da DII envolve uma resposta imune desregulada no trato gastrointestinal, e a gestação, por si só, modula o sistema imune. O manejo terapêutico deve equilibrar o controle da doença materna com a segurança fetal. Medicamentos como aminosalicilatos, tiopurinas e biológicos são geralmente considerados seguros, enquanto metotrexato e talidomida são contraindicados. Corticosteroides são usados para exacerbações agudas, e a maioria é compatível com a amamentação. Em relação ao parto, a presença de doença perianal ativa, fístulas complexas ou histórico de cirurgia perianal na Doença de Crohn são fortes indicadores para a realização de parto cesariano, a fim de evitar complicações como deiscência de ferida, piora das fístulas ou incontinência fecal. A decisão sobre a via de parto deve ser individualizada e discutida entre a paciente, o gastroenterologista e o obstetra, considerando a atividade da doença e as condições obstétricas.
A doença ativa na gestação aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e aborto espontâneo. O controle da doença antes e durante a gravidez é crucial para melhores desfechos maternos e fetais.
O parto cesariano é geralmente indicado para pacientes com doença perianal ativa, fístulas complexas, pouchite ou histórico de cirurgia perianal, devido ao risco de complicações como deiscência de sutura e piora da doença.
Sim, a maioria dos corticosteroides em doses terapêuticas é considerada segura durante a amamentação, com quantidades mínimas excretadas no leite materno. Não é necessário atrasar a amamentação após a tomada da medicação.
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