Doença de Crohn Gastroduodenal: Manejo com Inibidores de Prótons

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020

Enunciado

A Doença de Crohn (DC) é uma doença intestinal inflamatória sendo sua localização apenas no esôfago é rara. Somente 5% dos pacientes com essa doença têm acometimento gastroduodenal. Podemos apenas aceitar que:

Alternativas

  1. A) Quando ocorre acometimento do estômago e do duodeno, justifica-se o uso de fármacos que não alterem agressão péptica, sendo indicados inibidores da bomba de prótons.
  2. B) Quando ocorre acometimento do estômago e do duodeno, justifica-se o uso de fármacos que diminuam a agressão péptica, não sendo indicados inibidores da bomba de prótons.
  3. C) Quando ocorre acometimento do estômago e do duodeno, justifica-se o uso de fármacos que diminuam a agressão péptica, sendo indicados inibidores da bomba de Na e K.
  4. D) Quando ocorre acometimento do estômago e do duodeno, justifica-se o uso de fármacos que diminuam a agressão péptica, sendo indicados inibidores da bomba de prótons.

Pérola Clínica

Doença de Crohn gastroduodenal → ↓ agressão péptica → IBP são indicados para proteção da mucosa.

Resumo-Chave

No acometimento gastroduodenal da Doença de Crohn, a inflamação pode levar a úlceras e erosões. O uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) é justificado para diminuir a secreção ácida gástrica, protegendo a mucosa e auxiliando na cicatrização das lesões, além de reduzir sintomas dispépticos.

Contexto Educacional

A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Embora o acometimento do intestino delgado e cólon seja mais comum, a DC pode se manifestar no trato gastrointestinal superior, incluindo esôfago, estômago e duodeno, embora com menor frequência (cerca de 5% dos casos para acometimento gastroduodenal). As manifestações podem variar de esofagite, gastrite e duodenite a úlceras, estenoses e fístulas. Quando a Doença de Crohn afeta o estômago e o duodeno, a inflamação crônica pode levar à formação de úlceras e erosões, que são exacerbadas pela presença de ácido gástrico. Nesses casos, a redução da agressão péptica é uma estratégia terapêutica importante para aliviar os sintomas (como dor epigástrica, náuseas, vômitos), promover a cicatrização das lesões e prevenir complicações. Os inibidores da bomba de prótons (IBP) são os fármacos de escolha para diminuir a secreção ácida gástrica, atuando diretamente nas células parietais. Sua indicação é justificada para proteger a mucosa gastroduodenal inflamada e ulcerada, complementando a terapia imunossupressora direcionada à inflamação subjacente da Doença de Crohn. Portanto, a alternativa que afirma a indicação de IBP para diminuir a agressão péptica está correta.

Perguntas Frequentes

Qual a prevalência do acometimento gastroduodenal na Doença de Crohn?

O acometimento gastroduodenal é relativamente raro na Doença de Crohn, ocorrendo em cerca de 5% dos pacientes. O esôfago é ainda menos frequentemente afetado, tornando a localização exclusiva no esôfago extremamente rara.

Por que os inibidores da bomba de prótons são indicados na Doença de Crohn gastroduodenal?

Os IBP são indicados para diminuir a secreção ácida gástrica, o que reduz a agressão péptica sobre a mucosa inflamada e ulcerada. Isso ajuda a aliviar os sintomas, promover a cicatrização das lesões e prevenir complicações como sangramento ou estenose.

Além dos IBP, quais outras terapias são usadas para Doença de Crohn gastroduodenal?

O tratamento principal envolve imunossupressores (como corticosteroides, azatioprina, metotrexato) e agentes biológicos (anti-TNF, anti-integrinas), visando controlar a inflamação subjacente. Os IBP são uma terapia adjuvante para proteger a mucosa e aliviar sintomas.

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