ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
A Doença de Crohn (DC) é um distúrbio de etiologia desconhecida, caracterizado por inflamação transmural do trato gastrointestinal. Em relação à DC, assinalar a alternativa CORRETA:
Doença de Crohn: fístulas são complicação comum, afetando ~30% dos pacientes.
A Doença de Crohn é caracterizada por inflamação transmural e segmentar do trato gastrointestinal, com alta incidência de complicações como fístulas, abscessos e estenoses. As fístulas podem ser enteroentéricas, enterocutâneas, enterovesicais ou perianais, sendo um marcador de doença mais grave.
A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica, de etiologia desconhecida, caracterizada por inflamação transmural e segmentar que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Sua prevalência tem aumentado globalmente, sendo mais comum em adultos jovens. A compreensão de suas manifestações e complicações é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico da DC é baseado em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais, endoscópicos, radiológicos e histopatológicos. A doença pode se apresentar com dor abdominal, diarreia crônica, perda de peso e, em casos mais graves, com complicações como estenoses, abscessos e fístulas. As fístulas, que afetam aproximadamente 30% dos pacientes, são um marcador de doença mais agressiva e podem ser perianais, enteroentéricas ou enterocutâneas, exigindo abordagens terapêuticas específicas. O tratamento da DC visa induzir e manter a remissão, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. Inclui medicamentos como aminosalicilatos, corticosteroides, imunomoduladores e agentes biológicos. O manejo das fístulas pode envolver antibioticoterapia, drenagem cirúrgica e terapia biológica. O acompanhamento regular e a educação do paciente são fundamentais para o sucesso terapêutico e a prevenção de exacerbações e complicações a longo prazo.
As manifestações extraintestinais mais comuns da Doença de Crohn incluem artralgias/artrite (especialmente sacroileíte e espondilite anquilosante), eritema nodoso, pioderma gangrenoso e, menos frequentemente, uveíte e episclerite.
A localização mais comum da Doença de Crohn é a região ileocólica (junção do íleo terminal com o cólon direito), afetando cerca de 50% dos pacientes. O envolvimento exclusivo do intestino delgado ou do cólon também é frequente.
Endoscopicamente, a Doença de Crohn se caracteriza por inflamação segmentar, úlceras aftoides, aspecto em 'paralelepípedos' e fístulas. A Retocolite Ulcerativa, por sua vez, apresenta inflamação contínua que começa no reto e se estende proximalmente, com pseudopólipos e ausência de úlceras profundas ou fístulas.
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