HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Em aproximadamente um terço dos pacientes com doença de Crohn, ocorrem fístulas intestinais. Em relação às fístulas intestinais, assinalar a alternativa que apresenta a mais comum nos pacientes com doença de Crohn:
Doença de Crohn → Fístulas são comuns, sendo a ileossigmoidea a mais frequente, seguida pela enterocutânea e perianal.
As fístulas são uma complicação comum da Doença de Crohn, refletindo a natureza transmural da inflamação. A fístula ileossigmoidea é a mais prevalente, ocorrendo entre o íleo terminal (local mais comum da doença) e o sigmoide. Outras fístulas, como enterocutâneas, ileovesicais e enterovaginais, também são importantes, mas menos frequentes.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, caracterizada por inflamação transmural. Uma das complicações mais desafiadoras e frequentes da Doença de Crohn é a formação de fístulas, que ocorrem em aproximadamente um terço dos pacientes. As fístulas são trajetos anormais que conectam duas alças intestinais, um intestino a outro órgão (bexiga, vagina) ou à pele. A formação de fístulas é um reflexo da inflamação transmural característica da doença, que leva à ulceração profunda e penetração da parede intestinal. Entre os diversos tipos de fístulas que podem ocorrer, a fístula ileossigmoidea é a mais comum. Isso se deve à alta prevalência do envolvimento do íleo terminal na Doença de Crohn e à proximidade anatômica com o cólon sigmoide. Outros tipos de fístulas incluem as enterocutâneas (para a pele), ileovesicais (para a bexiga), enterovaginais (para a vagina) e perianais. O manejo das fístulas na Doença de Crohn é complexo, envolvendo terapia medicamentosa (imunossupressores, biológicos) para controlar a inflamação e, frequentemente, intervenção cirúrgica para drenagem de abscessos, ressecção de segmentos doentes ou fechamento da fístula.
Na Doença de Crohn, as fístulas mais comuns são as enteroentéricas, sendo a ileossigmoidea a mais frequente. Outros tipos incluem as enterocutâneas, ileovesicais, enterovaginais e as fístulas perianais, que são uma manifestação comum da doença.
A Doença de Crohn é caracterizada por inflamação transmural, que afeta todas as camadas da parede intestinal. Essa inflamação profunda pode levar à ulceração, necrose e perfuração da parede, formando trajetos anormais (fístulas) que conectam o intestino a outras estruturas ou à pele.
O tratamento das fístulas na Doença de Crohn é complexo e geralmente envolve uma combinação de terapia medicamentosa (imunossupressores, agentes biológicos como anti-TNF) para controlar a inflamação, e intervenção cirúrgica para drenagem de abscessos, ressecção de segmentos doentes ou fechamento da fístula, dependendo da sua complexidade e localização.
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