SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Qual o procedimento cirúrgico indicado para pacientes com colite de Crohn extensa comprometendo íleo terminal e grande parte do cólon, mas que poupa reto e ânus:
Crohn extenso com reto poupado → Colectomia total com anastomose ileoretal (IRA).
Em pacientes com Doença de Crohn extensa que compromete o íleo terminal e grande parte do cólon, mas poupa o reto e o ânus, a colectomia total com anastomose ileoretal (IRA) é a opção cirúrgica preferencial. Isso permite a preservação da função esfincteriana e evita uma ileostomia permanente.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Quando a doença é extensa, comprometendo o íleo terminal e grande parte do cólon, o manejo cirúrgico torna-se uma consideração importante, especialmente em casos refratários ao tratamento clínico ou com complicações. A escolha do procedimento cirúrgico depende da extensão e localização da doença. No cenário de colite de Crohn extensa com envolvimento do íleo terminal e cólon, mas com preservação do reto e ânus, a colectomia total com anastomose ileoretal (IRA) é a opção preferencial. Este procedimento remove o cólon doente, mas mantém o reto, permitindo a continuidade intestinal e a preservação da função esfincteriana, o que é crucial para a qualidade de vida do paciente. Outras opções, como a proctocolectomia total com ileostomia terminal, seriam consideradas se o reto estivesse gravemente afetado, impossibilitando a anastomose. A estricturoplastia é utilizada para estenoses curtas e a ressecção ileocecal para doença limitada ao íleo terminal e ceco. A IRA, ao preservar o reto, busca um equilíbrio entre o controle da doença e a manutenção da função intestinal, embora o risco de recorrência da doença no reto remanescente seja uma consideração importante.
É indicada quando há doença extensa no cólon e íleo terminal, mas o reto está relativamente poupado, sem doença ativa grave ou estenoses significativas, permitindo a preservação da função esfincteriana.
A principal vantagem é a preservação da continuidade intestinal e da função esfincteriana, resultando em melhor qualidade de vida e evitando a necessidade de uma bolsa de ileostomia externa.
Os riscos incluem a recorrência da doença no reto remanescente ou na anastomose, com potencial para estenoses, fístulas ou necessidade de cirurgias adicionais. A taxa de recorrência é maior do que na proctocolectomia total.
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