SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Paciente com obstrução intestinal por doença de Crohn, que acomete íleo terminal a 2cm da válvula ileocecal, deve ser operado. Nesse caso, a cirurgia ideal consiste em:
Obstrução por Crohn em íleo terminal próximo à válvula ileocecal → Ressecção ileocecal (colectomia direita) com anastomose íleo-transverso.
Em pacientes com doença de Crohn e obstrução intestinal no íleo terminal, especialmente próximo à válvula ileocecal, a cirurgia ideal é a ressecção do segmento afetado (ileocecal) com uma anastomose primária. A colectomia direita com anastomose íleo-transverso é a técnica padrão para essa localização.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, mas com predileção pelo íleo terminal e cólon. Uma das complicações mais comuns e que frequentemente leva à intervenção cirúrgica é a obstrução intestinal, geralmente causada por estenoses fibróticas resultantes da inflamação crônica. Quando um paciente com Doença de Crohn apresenta obstrução intestinal no íleo terminal, especialmente próximo à válvula ileocecal, e não responde ao tratamento clínico, a cirurgia torna-se necessária. O objetivo principal é aliviar a obstrução, remover o segmento doente e restabelecer a continuidade intestinal. A ressecção do segmento afetado é a abordagem preferencial, em vez de procedimentos de by-pass, que podem deixar doença ativa in situ. Para o acometimento do íleo terminal e da válvula ileocecal, a cirurgia ideal consiste na ressecção ileocecal, que na prática é uma colectomia direita, seguida de uma anastomose primária entre o íleo remanescente e o cólon transverso. Essa abordagem visa remover o tecido inflamado e estenótico, minimizando a recorrência da obstrução. Embora a cirurgia não cure a Doença de Crohn, ela é fundamental para o manejo das complicações e melhora da qualidade de vida do paciente.
A cirurgia é indicada para complicações da Doença de Crohn, como obstrução intestinal refratária ao tratamento clínico, perfuração, fístulas complexas, abscessos intra-abdominais ou sangramento incontrolável.
Para doença de Crohn que acomete o íleo terminal e a válvula ileocecal, a ressecção ileocecal (colectomia direita) com anastomose primária ileocólica (geralmente íleo-transverso) é o procedimento mais comum e eficaz.
Os riscos incluem complicações cirúrgicas gerais (infecção, sangramento, fístula anastomótica) e o risco de recorrência da doença no local da anastomose ou em outros segmentos intestinais, o que pode exigir novas intervenções.
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