FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Mulher de 35 anos com doença de Crohn de íleo distal em tratamento ambulatorial, deu entrada em unidade de pronto atendimento com vômitos associados à parada de eliminação de gases e fezes há 4 dias. Ao exame físico apresenta distensão abdominal, sem sinais de irritação peritoneal. A radiografia simples de abdome revelou importante distensão do intestino delgado com ausência de gases e fezes no cólon. Qual a principal hipótese diagnóstica?
Crohn + vômitos + parada de gases/fezes + distensão + RX delgado distendido → Obstrução por estenose.
A doença de Crohn, especialmente no íleo distal, frequentemente causa estenoses inflamatórias ou fibróticas que podem levar a quadros de obstrução intestinal aguda, manifestados por vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, e distensão abdominal.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, mas tem predileção pelo íleo distal. Uma das complicações mais frequentes e graves é a formação de estenoses, que podem ser inflamatórias (e potencialmente reversíveis com tratamento clínico) ou fibróticas (geralmente exigindo intervenção cirúrgica). A obstrução intestinal é uma emergência médica que requer diagnóstico e manejo rápidos. O quadro clínico de obstrução intestinal é caracterizado por dor abdominal tipo cólica, vômitos (que podem ser biliosos ou fecaloides, dependendo do nível da obstrução), distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. No exame físico, a ausência de sinais de irritação peritoneal sugere uma obstrução não complicada por isquemia ou perfuração. A radiografia simples de abdome é um exame inicial útil, mostrando distensão de alças de delgado e ausência de gás no cólon, corroborando a hipótese de obstrução. Em pacientes com Doença de Crohn e sintomas obstrutivos, a estenose é a principal hipótese diagnóstica. O tratamento inicial envolve suporte clínico com hidratação venosa, descompressão gástrica com sonda nasogástrica e analgesia. A diferenciação entre estenose inflamatória e fibrótica é crucial para definir a conduta, que pode variar de intensificação do tratamento clínico a intervenção cirúrgica (ressecção ou estenoplastia). O megacólon tóxico, embora grave, é uma complicação do Crohn que afeta o cólon e apresenta sinais de toxicidade sistêmica, diferente do quadro obstrutivo puro.
Os sintomas incluem dor abdominal tipo cólica, vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes, indicando uma emergência.
A Doença de Crohn pode causar obstrução intestinal através de estenoses inflamatórias, que são reversíveis com tratamento clínico, ou estenoses fibróticas, que geralmente requerem intervenção cirúrgica.
A radiografia simples de abdome pode revelar distensão de alças intestinais, níveis hidroaéreos e ausência de gás no cólon, sugerindo obstrução, mas a tomografia é mais detalhada.
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