Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Na Doença de Crohn (DC) os pacientes com infecções ou abscessos devem receber antibioticoterapia apropriada com drenagem cirúrgica ou percutânea, sendo correto que:
Abscesso em Doença de Crohn → ATB + Drenagem (cirúrgica/percutânea), adaptando à realidade assistencial local.
O manejo de abscessos em Doença de Crohn exige antibioticoterapia e drenagem, mas a escolha da técnica (cirúrgica vs. percutânea) e a abordagem geral devem ser individualizadas e considerar os recursos e condições do local de atendimento para otimizar o desfecho do paciente.
A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode cursar com diversas complicações, incluindo a formação de abscessos intra-abdominais e perianais. O manejo dessas infecções é um desafio e exige uma abordagem multidisciplinar, combinando tratamento clínico e, frequentemente, intervenção para evitar a progressão da sepse. Pacientes com abscessos ou outras infecções graves associadas à DC necessitam de antibioticoterapia apropriada, geralmente de amplo espectro, para controlar a infecção. Além disso, a drenagem do abscesso é crucial, podendo ser realizada por via percutânea (guiada por imagem) ou cirúrgica. A escolha entre essas modalidades depende de fatores como o tamanho, localização e acessibilidade do abscesso, bem como a condição clínica do paciente e a presença de fístulas complexas. É fundamental que a decisão terapêutica seja individualizada e leve em consideração as condições assistenciais e os recursos disponíveis no local de atendimento. A capacidade de realizar drenagem percutânea, a experiência da equipe cirúrgica e a disponibilidade de leitos de UTI são fatores que influenciam a escolha da melhor estratégia para otimizar o desfecho do paciente com Doença de Crohn e suas complicações infecciosas, garantindo um tratamento seguro e eficaz.
A abordagem inicial geralmente envolve antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir flora entérica e anaeróbia, seguida ou concomitante à drenagem do abscesso, que pode ser percutânea ou cirúrgica.
A drenagem percutânea é preferível para abscessos bem localizados, uniloculares e acessíveis, pois é menos invasiva. A drenagem cirúrgica é reservada para abscessos complexos, múltiplos, ou quando a percutânea falha ou não é viável.
Os antibióticos de escolha dependem da flora esperada, mas frequentemente incluem metronidazol e ciprofloxacino, ou outras combinações que ofereçam cobertura para bactérias entéricas gram-negativas e anaeróbias.
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