Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2022
Pacientes com Doença de Crohn (DC) colônica extensa têm risco aumentado, embora ainda não estimado, do item correto:
DC colônica extensa ↑ risco de câncer colorretal; imunossupressores ↑ risco de linfoma não Hodgkin.
Pacientes com Doença de Crohn colônica extensa possuem um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal. Além disso, o uso de terapias imunossupressoras, comuns no tratamento da DC, está associado a um risco elevado de linfoma não Hodgkin.
A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. Pacientes com DC, especialmente aqueles com envolvimento colônico extenso e de longa duração, enfrentam um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal. Este risco é atribuído à inflamação crônica persistente, que promove displasia e subsequente malignidade, tornando a vigilância endoscópica um componente crítico do manejo. Além do risco de câncer colorretal, o tratamento da DC frequentemente envolve o uso de agentes imunossupressores, como tiopurinas (azatioprina, 6-mercaptopurina) e biológicos (anti-TNF). Embora essenciais para controlar a inflamação, esses medicamentos estão associados a um risco aumentado de malignidades hematológicas, notadamente o linfoma não Hodgkin. O risco é dose-dependente e pode ser maior em terapias combinadas. É fundamental que os médicos estejam cientes desses riscos e implementem estratégias de vigilância adequadas, como colonoscopias regulares com biópsias para detecção precoce de displasia ou câncer, e monitorem os pacientes em uso de imunossupressores para sinais e sintomas de linfoma. A discussão sobre os riscos e benefícios do tratamento deve ser transparente com o paciente, visando otimizar o manejo da doença e minimizar complicações a longo prazo.
Fatores de risco incluem doença colônica extensa, longa duração da doença, inflamação crônica persistente, presença de estenoses e colangite esclerosante primária concomitante.
A vigilância é realizada por colonoscopias regulares com biópsias múltiplas, geralmente iniciando 8-10 anos após o diagnóstico da doença colônica extensa, com frequência determinada pelo risco individual.
Imunossupressores como tiopurinas (azatioprina, 6-mercaptopurina) e anti-TNF estão associados a um risco aumentado de linfoma não Hodgkin, especialmente o linfoma hepatoesplênico de células T, um tipo raro e agressivo.
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