Doença de Crohn: Risco de Câncer e Imunossupressão

HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2022

Enunciado

Pacientes com Doença de Crohn (DC) colônica extensa têm risco aumentado, embora ainda não estimado, do item correto:

Alternativas

  1. A) De câncer de cólon, e os em uso de imunossupressores reduzem o risco de linfoma não Hodgkin.
  2. B) De câncer de pâncreas , e os em uso de imunossupressores aumentam o risco de linfoma não Hodgkin.
  3. C) De câncer de cólon, e os em uso de imunossupressores não aumentam o risco de linfoma não Hodgkin.
  4. D) De câncer de cólon, e os em uso de imunossupressores aumentam o risco de linfoma não Hodgkin.

Pérola Clínica

Doença de Crohn colônica extensa ↑ risco câncer colorretal; imunossupressores ↑ risco linfoma não Hodgkin.

Resumo-Chave

Pacientes com Doença de Crohn, especialmente com envolvimento colônico extenso e longa duração da doença, possuem um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal. O uso de imunossupressores, embora essencial para o controle da doença, está associado a um risco elevado de linfoma não Hodgkin, um efeito adverso importante a ser monitorado.

Contexto Educacional

A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta qualquer parte do trato gastrointestinal. Pacientes com DC, particularmente aqueles com envolvimento colônico extenso e de longa data, apresentam um risco significativamente elevado de desenvolver câncer colorretal, o que justifica programas de vigilância endoscópica rigorosos. A inflamação crônica é um fator chave na carcinogênese associada à DC. A terapia imunossupressora é a base do tratamento para muitos pacientes com DC, visando controlar a inflamação e prevenir complicações. No entanto, o uso desses agentes, como tiopurinas (azatioprina, mercaptopurina) e, em menor grau, agentes biológicos, está associado a um risco aumentado de malignidades, notadamente o linfoma não Hodgkin. É crucial que os médicos ponderem os benefícios e riscos da terapia imunossupressora, monitorando os pacientes para o desenvolvimento de neoplasias. A compreensão desses riscos é fundamental para a prática clínica e para a preparação para provas de residência. A vigilância para câncer colorretal deve ser individualizada, considerando a extensão e duração da doença, bem como a presença de displasia. O manejo da DC exige uma abordagem multidisciplinar, equilibrando o controle da doença com a minimização dos riscos de efeitos adversos a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de câncer colorretal em pacientes com Doença de Crohn?

Pacientes com Doença de Crohn colônica extensa e de longa duração têm um risco aumentado de câncer colorretal, exigindo vigilância endoscópica regular.

Imunossupressores aumentam o risco de linfoma em Doença de Crohn?

Sim, o uso de imunossupressores, como tiopurinas e anti-TNF, está associado a um risco aumentado de linfoma não Hodgkin em pacientes com Doença de Crohn.

Como é feita a vigilância para câncer em Doença de Crohn?

A vigilância para câncer colorretal em Doença de Crohn envolve colonoscopias regulares com biópsias múltiplas, especialmente em pacientes com colite extensa e longa duração da doença.

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